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Brasil: Um mar de violência que parece não ter fim

Brasil: Um mar de violência que parece não ter fim

Brasil: Um mar de violência que parece não ter fim

Brasil: Um mar de violência que parece não ter fim

Para quem já passou dos 60 anos e não desligou as antenas, lembra que, lá atrás, na década de 1970 surgia uma onda de violência no Rio de Janeiro, cujo governador era ninguém menos que o ainda lembrado Moreira Franco. De lá para cá a criminalidade se agigantou, assumindo contornos de Poder paralelo e deu no que deu.

Não demorou e logo surgiram o Comando Vermelho, no Rio que, com o surgimento do PCC, em São Paulo, passamos a ter no Brasil o crime mais que organizado, ao qual nem mesmo o Poder institucional é capaz de enfrentar. Sem o enfrentamento das autoridades, tais facções ganharam musculatura, a ponto de abrirem “sucursais” em outros Estados do País.

Após décadas de inércia do poder público, chegamos ao caos e não poderia ser diferente. As elites brasileiras fazem vista grossa e o que vemos, hoje, é um País em permanente estado de guerra. São cerca de 50 mil assassinatos por ano e o Governo encara essa realidade como algo aceitável. A omissão do poder público suscitou algo ainda mais grave: a perda da capacidade de nos indignarmos, ante tanta onda de violência e criminalidade de norte a sul do Brasil.

A verdade é que chegamos ao fundo do poço, na medida em que já nem são apenas as facções criminosas que matam. O Estado também mata (embora também morra, quando um policial é assassinado), já que, além de omisso, o Estado brasileiro pratica violência, através de agentes da Polícia. Se estes matam – ou morrem – é o Estado que mata e morre.

O pior é que, nem o ente público nem a sociedade civil organizada são capazes de encarar de frente o flagelo da violência. Já era esperado. Afinal, quando os poderes da República batem cabeça e dão o mau exemplo, os indivíduos são levados a pensar que a violência é “normal” ou aceitável.

As redes sociais são os olhos de todos, ao mostrar muitas vezes e em tempo real, a crueldade de policiais contra pessoas do povo. Meliantes matam, assaltam e violentam, em plena luz do dia e diante das câmeras, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. É pavoroso e humilhante vê, pela imprensa e redes sociais, o que ocorreu em São Paulo, Rio de Janeiros, Pernambuco, Bahia e Ceará, nos últimos dias.

Mas, o que causa maior perplexidade, é o fato de que, apesar de toda essa situação, ainda acham-se no direito de ficar no velho e surrado discurso de sempre. É a polícia (aquela parte que não mata) prendendo e a Justiça soltando, num eterno ‘enxugar gelo’ e as estatísticas só fazem crescer. São os bandidos nas ruas e os cidadãos de bem amedrontados, de portas fechadas a sete chaves, em suas casas.

Quem não lembra daquele discurso do atual presidente da República, preconizando a desnecessidade de prender jovens meliantes, pela prática de “pequenos” furtos? Quem não lembra da decisão do Supremo, em determinar que, para a PM do Rio de Janeiro entrar em determinadas áreas do crime, precisariam de autorização judicial? Isso está em vigor. Isso é monstruoso e inacreditável. É surreal!

Mas, uma coisa é certa: enquanto a sociedade não se convencer de que isso só se resolve pela pressão aos políticos, nada será resolvido, nada acontecerá. Ora, são eles que têm o poder nas mãos, para devolver o Brasil aos brasileiros do bem. Ficar acusando apenas o Governo e o Supremo, é o mesmo que pedir para que tudo fique como está e pronto. Como tem o Blog Luís Machado dito aqui, mais claro do que isso, só desenhando!

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