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Clima de confronto na Alepe é consequência da imprudência da governadora Raquel Lyra

Clima de confronto na Alepe é consequência da imprudência da governadora Raquel Lyra

Clima de confronto na Alepe é consequência da imprudência da governadora Raquel Lyra

Clima de confronto na Alepe é consequência da imprudência da governadora Raquel Lyra

Quem acompanha a cena política em Pernambuco sabe que, já faz algum tempo que, a harmonia e independência entre os poderes Legislativo e Executivo fica apenas no papel, consubstanciado nos textos constitucionais.

A quebra de braço entre deputados apoiadores da governadora Raquel Lyra e seus pares da oposição está assumindo contornos de irracionalidade e tudo isso é fruto do que houve no passado recente, em que a chefe do Executivo estadual subestimou a capacidade do Parlamento (de viver sem o pires na mão e o resultado está aí: acusações mútuas de inobservância das normas de funcionamento da Casa.

Exemplo disso é o inconformismo, da base governista e em particular, da deputada Débora Almeida (PSDB), segundo a qual “a oposição está dando um golpe” para tomar o poder, na Assembleia Legislativa do Estado. Por seu turno, a deputada Socorro Pimentel (líder do Governo Raquel na Alepe) protocolou recurso, pleiteando a anulação das instalações e eleições procedidas nas comissões de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ); de Finanças, Orçamento e Tributação, bem como na Comissão de Administração Pública, por suposto descumprimento do Regimento Interno da Assembleia.

Bem, se está havendo ou não, descumprimento ao RI, isso a população não sabe. Mas sabe (através da mídia) que a governadora vem descumprindo desde que assumiu o governo, a lei das chamadas Emendas Parlamentares. Sabe-se que, em 2024 a governadora transferiu só metade dos valores. Falta transferir o restante e não é por falta de dinheiro. As citadas deputadas (e os demais parlamentares apoiadores do Palácio) não exigem da governadora o cumprimento da Lei. Ora, o pau que dá em Chico, dá em Francisco. O fato é que, como diz a gíria popular, “tá tudo dominado”; está todo mundo descumprindo normas e é o sujo falando do mal lavado!

Diante de um cenário como esses (de que as ações do Palácio do Campo das Princesas são de claro confronto e desrespeito ao Parlamento), como esperar que os deputados ficassem de braços cruzados, cumprindo o Regimento, se a própria governadora não dá o bom exemplo?

Era de esperar que os senhores deputados oposicionistas entregassem de bandeja, nas mãos de aliados da governadora, as presidências das Comissões acima citadas e sofressem inertes, o massacre do rolo compressor? Ora, convenhamos!

*Foto é de CN Notícias.

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