
Será do início ao fim, o clima de ‘gato e rato’ entre a governadora Raquel Lyra e a Assembleia Legislativa de Pernambuco e o mais novo capítulo dessa novela prejudicial ao Estado está sendo em torno do empréstimo de R$ 1,5 bilhão, de interesse do Governo do Estado.
Trata-se, na verdade, de uma pauta de acirrada discussão e quebra de braço entre Raquel e Alepe, onde, por incrível que pareça os dois lados tem razão. É que, se o Estado precisa executar obras estruturadoras (como o Arco Metropolitano e a duplicação da BR 232), para compensar o que o governo de Paulo Câmara não fez e isso só se faz com muito dinheiro e por tabela, mediante aprovação da Assembleia, por outro lado, a situação de falência quase total dos município necessita igualmente e com urgência, de socorro – especialmente nas áreas da saúde e da segurança pública – e é aqui que reside a necessidade dos senhores prefeitos, de serem socorridos com a máxima brevidade possível.
Voltando ao último capítulo da novela citada, o que se viu, nessa segunda-feira (05), foi a apresentação de substitutivo ao projeto original do Governo, apresentado pelo presidente da Comissão de Finanças, deputado Antônio Coelho (UB), com a finalidade de destinar 50% dos R$ 1,5 bilhão, para os Municípios, condição esta posta em discussão, para que se aprovem o citado empréstimo. Se juridicamente isso for considerado inviável e tudo indica que será, então que tenha o Governo estadual a necessária sensibilidade de sentar-se à mesa com a Assembleia, para uma composição, e se dê os contornos de dissolução de mais esse imbróglio.
Não há dúvida, portanto, que tanto o Governo quanto a Alepe estão legitimados em seus posicionamentos, já que, se não é mais possível deixar prefeitos com pires na mão – a ponto, inclusive de ter que aderirem à governadora, em seu projeto de reeleição em 2026 – como também não se pode comprometer o desenvolvimento do Estado. Não é que R$ 1,5 bilhão irão alavancar o progresso do Estado, mas em muito ajudarão, quanto a isso.
O fato é que, por trás de tudo isso, há uma motivação maior e ninguém fala: É que, tanto Raquel quer a todo custo sua reeleição e só mostrando resultados, poderá consegui-lo, quanto os senhores deputados também querem ser reeleitos e só carimbando suas marcas de “caridades” aos municípios, poderá pelo menos minimizar o rolo compressor da governadora que, toda semana apresenta prefeitos cooptados, que estão saindo de seus partidos, para o PSD de Raquel. Isso é horroroso e tremendamente antirrepublicano. Fazer o quê, não é? Faz parte de um processo arcaico e deplorável, sob todos os aspectos, que perpetua algozes e vítimas, para séculos sem fim, amém!
Juízo, senhores! Juizo!!!



