Presidente convocou “QG” de pré-campanha para rever estratégia; avalição interna é que nem pré-candidato à reeleição nem Planalto tem reagido à altura aos números dos levantamentos eleitorais

O levantamento mais recente divulgado pelo Instituto Datafolha aponta um empate técnico de Lula, com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 35% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Há um cenário de empate ainda no segundo turno não apenas com Flávio, mas com o pré-candidato do PSD, Ronaldo Caiado. As informações são da CNN Brasil.
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm cobrado reação do próprio petista e de sua pré-campanha diante do cenário desfavorável das últimas pesquisas eleitorais.
O levantamento mais recente divulgado pelo Instituto Datafolha aponta um empate técnico de Lula, com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 35% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Há um cenário de empate ainda no segundo turno não apenas com Flávio, mas com o pré-candidato do PSD, Ronaldo Caiado.
Interlocutores do presidente avaliam que o problema não está exatamente no resultado das pesquisas, mas na reação do presidente, que não tem reagido aos números ruins.
O PL de Flávio tem conseguido mais vantagem para consolidar alianças em regiões estratégicas, a exemplo de Minas Gerais, em que o ex-governador e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) é apontado como nome à vice do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na esquerda, Lula ainda espera a confirmação de um palanque forte em torno do nome do senador e pré-candidato ao governo Rodrigo Pacheco (PSB).
Aliados, porém, reconhecem a dificuldade de separar a imagem do candidato Lula do governo, o que justifica o argumento de que é preciso atenção maior com a comunicação.
Essas fontes citam, como exemplo, situações envolvendo a primeira-dama, Janja da Silva, como o episódio recente em que ela aparece preparando um prato de carne paca, o que gerou reação de ativistas da causa animal e da oposição nas redes.
O entorno afirma que Lula não costuma considerar os resultados das pesquisas, o que não é algo positivo na visão de estrategistas.
Lula tem feito reuniões semanais com ministros do Palácio do Planalto e convocou encontros às segundas-feiras com o “QG” da pré-campanha. Apesar disso, aliados ainda consideram que o presidente nem o governo tem reagido à altura aos números.
Participam dessas reuniões nomes como o presidente do PT, Edinho Silva; o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli; o tesoureiro do PT, Fillipi Jr.; o ex-ministro Gilberto Carvalho; o presidente da Fundação Perseu Abramo, Paulo Okamoto; e a secretária de Relações Internacionais do PT, Mônica Valente.




