
Num País sério, diante da enxurrada de escândalos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que se revestem de extrema gravidade, estes já estariam fora do Supremo Tribunal Federal, há muito tempo.
Basta lembrar que, como tem sido divulgado pela imprensa, dados da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado apontam que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), recebeu R$ 80,2 milhões do Banco Master entre os anos de 2024 e 2025. A fortuna da Família Moraes triplicou, em apenas cinco anos.
A perplexidade que paira na cabeça das pessoas de bem, desse País, se reveste de algo impensável e surreal e não só pela riqueza de detalhes dos desdobramentos em torno dos envolvidos, mas pelo fato de que as forças vivas do País continuam em estado de letargia. É como se fosse uma situação de pequena ou nenhuma gravidade.
Só de lembrar que setores da sociedade civil organizada – como OAB, ABI, CNI, CNBB e tantas outras – praticamente não se movimentam, já é um termômetro de que algo muito errado e estranho está ocorrendo, no Brasil.
É surreal, como criminosos do colarinho branco e de togas conseguem agir impunemente em nosso País. Nem mesmo o ano eleitoral é capaz de mexer nas consciências de deputados e senadores, especialmente dos que se apresentam como candidatos à reeleição.
Vivemos literalmente à sombra de um pesadelo que parece intransponível, que é a corrupção, no Brasil. Será mesmo que os atuais deputados e senadores – aqueles a que tudo assistem de camarote e com cara de paisagem – merecem nosso voto?
O que se passa na cabeça de um honrado integrante do Poder Judiciário deste País, que vê ministros do Supremo Tribunal Federal, promíscuos e enlameados até o pescoço; mergulhados em corrupção, com o que há de mais espúrio nos meios políticos e empresariais, como Daniel Vorcaro?
Onde estão as Associações de magistrados? Onde está a OAB? Onde está o pouco que ainda resta de bom, que não chuta o pau da barraca, gritando bem alto, para que o Mundo volta os olhos para o apodrecido tecido social e político brasileiro? Onde estão os outros grandes jornais e jornalistas deste País?
Estaríamos nós acovardados e com medo de também sermos conduzidos ao pelotão de encapuzados que, sem dó e sem piedade, foram mutilzados por tiranos de plantão, em nome da “Justiça” e da democracia?
O que estaria faltando para irmos às ruas, praças e avenidas, munidos do espírito republicano dos nossos antepassados, muitos dos quais deram suas vidas, para que tivéssemos hoje um País minimamente decente? Onde estão os Frei Caneca de hoje?
Bem, se as urnas forem incapazes de negar acesso aos políticos covardes, no Congresso Nacional, em outubro próximo, que as ruas sejam, então. Como disse o saudoso Ulisses Guimarães, a única coisa que mede medo em político, são ruas repletas de pessoas, por uma causa muito nobre e amor ao Brasil. Que assim, seja. É preciso agir, antes que seja tarde de mais!
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