
Quem nos acompanha, sabe que não abrimos mão da isenção e imparcialidade. Mas isso não significa dizer que fiquemos “em cima do muro” e não estejamos preocupados com o futuro político das eleições de outubro próximo, especialmente para presidente e senadores da República.
É absolutamente impossível não associar a eleição dos candidatos aos citados cargos, à profunda crise de corrupção e violência – envolvendo setores da política, do Poder Judiciário e do mundo empresarial – que corroem a democracia do nosso País.
Não somos de direita nem de esquerda e não nos alinhamos a quem se enquadra nesses espectros da vida brasileira. Preconizamos o certo, o correto e justo, independente de qualquer ideologia. Dito isto, urge irmos direto ao ponto, sem a preocupação de agradar ou desagradar a quem quer que seja e uma pergunta é inevitável: os candidatos a senador merecem nosso voto? A resposta é não e por quê?
Se lembrarmos do velho e sábio adágio popular de que, “diz com quem andas que direi quem és” e vermos quem é contra a punição dos que roubam e violentam, em nome da democracia e do Estado democrático de direito, concluiremos que, nenhum dos pré-candidatos que negaram-se a assinar a CPI do Crime Organizado e outras – tais como CPMI do INSS, Banco Master, etc – merecem o voto do povo brasileiro.
Neste aspecto, eleitores de alguns Estados já dão sinais de que não renovarão os mandatos de senadores. Cito por exemplo, o caso do Maranhão, em que a senadora Eliziane Gama, do PSD, é citada em pesquisa, como perdedora de uma das vagas, em seu Estado. O mesmo se dá, com o senador Randolfe Rodrigues, do Amapá, que também deve voltar para casa, sem mandato.
Lembrando que os senadores acima citados não assinaram o pedido de instalação da CPI do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as relações dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, com o banco Master.
Em Pernambuco, os senadores Humberto Costa e Teresa Leitão, ambos do PT, não assinaram o referido pedido de CPI. Dos candidatos pernambucanos ao Senado, além de Humberto – que apoia João Campos – também não assinariam, se senadores fossem hoje, Marília Arraes, que também apoia Campos e Túlio Gadelha. Túlio apoia a pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra. Estes não merecem o voto dos pernambucanos, já que não esboçam qualquer atitude a favor da punição dos culpados pela roubalheira aos aposentados e muito menos do afastamento de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Se depender de Humberto Costa, Marília Arraes e Túlio Gadelha, o Senado Federal continuará sendo humilhado pelo Supremo Tribunal Federal e por uma razão muito simples: eles não enxergam motivos para qualquer punição aos aludidos ministros como também para punir os ladrões do INSS.
Os citados políticos estão do lado de quem só vê problema na cabeça da chamada ultradireita e nada mais que isso. É como se estivessem dizendo ser normal roubar bilhões ou que tudo não passa de birra da direita. Estima-se que o montante do rombo feito pela quadrilha do Master, está na casa dos cinquenta bilhões de Reais. Há quem diga que o rombo é ainda muito maior e o pior ainda está por vir.
Traduzindo: se não houver mudança significativa na composição do Senado, a partir do próximo ano, a situação do Brasil vai piorar e muito. A impunidade será tão grande e tão escancarada que será difícil acreditar ser mesmo verdade.
O pior é que não vemos instituições preocupadas com esse cenário e a própria imprensa, em sua maioria parece não se preocupar com isso.
Todos devem assumir sua parcela de responsabilidade, nessa questão. A parte do eleitor é primordial, importantíssima. Deve conscientizar-se de que nada ocorrerá para melhor, sem uma atitude crítica, quanto a isso.
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