BOLSONARO NÃO QUER SER TRAÍDO PELO PL
- Quem acompanha a cena política, em qualquer parte desse País, sabe que a fama das siglas partidárias é tão ruim, quanto os próprios políticos, com raríssimas exceções. Isso é fruto da falta de princípios e por conta disso, está sendo suspensa a filiação do presidente Jair Bolsonaro, ao Partido Liberal (PL), antes marcada para o próximo dia 22 de novembro.
Só um político muito ingênuo ingressaria num partido como candidato à presidência da República, aonde aquela sigla libera, nos Estados, seus dirigentes para fazer alianças com quem e bem lhes aprouver. É o caso de Pernambuco, em que o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PL), apoia Raquel Lyra (PSDB) que, por tabela será oposição a Bolsonaro, a nível nacional. Convenhamos!
Importante frisar que, o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto não liberou Anderson Ferreira e outros, Brasil afora, porque lhe tenha consideração ou seja bonzinho. É que, mesmo sabendo ser a vitória de Bolsonaro, nesse formato, praticamente impossível. Sabe ele que só teria a lucrar, já que são grandes as possibilidades de manter e até aumentar sua bancada nos Estados e no Congresso Nacional que, muito ou pouco surfariam na onda bolsonariana, mais uma vez.
É o PL um dos principais partidos do chamado Centrão, cuja marca registrada é o fisiologismo político. Para eles, princípios ético-morais inexistem, até mais do que nos demais partidos. A eles só interessa o poder e os fins sempre justificam os meios.
Bolsonaro, precisa de um partido. A rigor, não está ele preocupado com princípios que, aliás, ele nem os tem. O que ele quer mesmo é um partido para chamar de SEU, aonde possa dá as cartas, em seu favor e dos filhos. E logicamente, com correligionários, nos Estados, vestindo sua camisa. Neste último aspecto – é preciso ser sincero -, está ele corretíssimo.
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Comento, argumento. Só não invento!




