
Pernambuco amanheceu o dia com a notícia de que a governadora Raquel Lyra (PSD) decidiu nomear o advogado Virgílio Oliveira como administrador adjunto de Fernando de Noronha, em resposta à falta de aprovação da Assembleia Legislativa do Estado, que não marcou a sabatina do mesmo, numa já eternizada quebra de braço entre Executivo e Legislativo.
Raquel tentou passar à opinião pública de que o problema estaria resolvido. Agiu tecnicamente correto, mas politicamente se houve de forma desastrosa e por quê? É porque, demonstrou a governadora sua incapacidade de dialogar, alimentando uma novela que já enseja fadiga, especialmente por quem está de fora e nada tem a ver com a birra entre os aludidos poderes.
Nomeando Virgílio Oliveira (filho do deputado federal Waldemar Oliveira) “resolve” um problema, mas alimenta outro muito maior, que é a falta de sintonia entre a governadora e o Poder Legislativo estadual. Isso é horroroso!
A propósito, eis que surge um capítulo à parte, nessa “novela mexicana”, segundo a qual o Governo estaria impossibilitado de liberar as emendas parlamentares – um dos pivôs da má convivência entre as partes, já que Raquel não repassa às instituições, essas emendas indicadas pelos parlamentares – sob alegação de que ao menos 730 instituições não apresentaram a documentação exigida.
Só que nem o Governo diz publicamente quais são essas instituições potencialmente beneficiárias nem a Assembleia sustenta estarem as mesmas devidamente habilitadas a receberem tais emendas. Fica a palavra de um contra a palavra do outro, num verdadeiro ciclo vicioso de assertivas. Com isso quem sai perdendo é o povo.
Como temos dito aqui, no Blog Luís Machado, a insensatez já é a marca registrada dos nossos dias.
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0 comentário sobre “Raquel nomeia filho de deputado como adjunto para Fernando de Noronha alimentando desavença com Alepe em prejuízo de Pernambuco”
O modelo de governança no Br. Mudou muito. ALEP. Sempre um anexo do governo do estado, hoje faz oposição declarada sem nenhum constrangimento. O executivo sobrevive da publicidade midiática ao ponto desses veículos desenvolverem verdadeiras assessorias de comunicação positiva, em detrimento da sociedade.