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PGR: uma ducha fria na campanha de Clarissa Tércio

PGR: uma ducha fria na campanha de Clarissa Tércio

PGR: uma ducha fria na campanha de Clarissa Tércio

PGR: uma ducha fria na campanha de Clarissa Tércio

Alvo da Procuradoria Geral da República, a candidata a prefeita de Jaboatão, Clarissa Tércio (PP) é suspeita da prática de atos antidemocráticos, cujo inquérito acaba de ser “ressuscitado”, com inevitável desgaste à campanha dela

*Por Rodrigo Castro/O Globo.

Repercute muito, nas redes sociais de Pernambuco, a notícia de que o procurador geral da República, Paulo Gonet “ressuscitou” um inquérito que mira a deputada Clarissa Tércio (PP-PE), candidata à prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, por suspeitas de incitação aos atos antidemocráticos do 8 de janeiro.

O PGR se manifestou pelo retorno dos autos à Polícia Federal para realizar novas diligências, as quais seriam necessárias para “possibilitar um juízo adicional e mais abrangente sobre os fatos investigados”.

O posicionamento contraria parecer da própria PGR, que opinou pelo arquivamento do caso. A manifestação foi feita em maio do ano passado pelo subprocurador-geral Carlos Frederico Santos.

Segundo ele, não haveria justa causa para o prosseguimento das investigações nem mesmo a conduta da deputada poderia ser enquadrada como apologia ao crime.

Na época, Clarissa fez uma publicação em seu Instagram supostamente fomentando os atos antidemocráticos do 8 de janeiro. A gravação diz: “Acabamos de tomar o poder. Estamos dentro do Congresso. Todo povo está aqui em cima. Isso vai ficar para a história, a história dos meus netos, dos meus bisnetos”.

Em depoimento, a parlamentar afirmou que teve acesso ao vídeo, de autor desconhecido, em um grupo de WhatsApp. As imagens, segundo ela, já teriam viralizado nas redes e sido replicadas pela imprensa. Disse ainda que sua assessoria fez a publicação com a legenda “Brasília agora. Oremos pelo Brasil”.

A deputada justificou que estava de férias em um hotel em Muro Alto, cuidando de cinco crianças e sem estar bem inteirada dos fatos. Acrescentou que publicou uma nota no dia seguinte em que repudiou atos de vandalismo e violência.

Mas Gonet não se deu por satisfeito. Quer que a PF acione as companhias aéreas para informar o histórico de voos em nome da deputada e de seu marido, o deputado estadual Pastor Júnior Tércio, também investigado. O PGR também indicou a expedição de ofícios ao hotel onde a parlamentar estaria hospedada para confirmar a informação por meio de comprovantes de check-in e check-out e pagamentos feitos.

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