REELEIÇÃO DE BOLSONARO NÃO ESTÁ DESCARTADA E ACENDE LUZ VERMELHA, NAS ENTRANHAS DO PT

- Podemos dizer, sem medo de errar que, as próximas eleições já podem ser consideradas as mais “sui generis” dos últimos tempos e por um pequeno-grande detalhe: Os dois pré-candidatos mais fortes – pelo menos nesta pré-campanha -, Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro trabalham em desfavor de si, mas ao mesmo tempo, em favor do adversário. Traduzindo Lula trabalha para Bolsonaro, enquanto este trabalha em favor do Lula. Não fosse assim, Bolsonaro seria reeleito com relativa facilidade, já no primeiro turno. O leitor vai entender porquê.
Enquanto Bolsonaro se perdeu em questões pequenas que só fizeram desgastá-lo politicamente, comprometendo sua reeleição (especialmente em relação ao novo coronavírus e à vacina), Lula também sofreu desgaste e despertou a preocupação de muitos. Lá atrás, disse ele que o vírus teria vindo em boa hora, tendo depois se retratado. Mas depois disse o ex-presidente que, se eleito, a Petrobras ficaria impedida de aumentar os preços, como se a empresa fosse só do Governo. Porém, o mais desgastante e que poderá lhe custar muito caro, foi ter chamado o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), para ser seu vice.
Pois muito bem. Por tudo isso e muito mais é que setores da esquerda (incluindo o próprio PT) já não consideram o presidente um ‘cachorro morto’, vez que, conhecedores que são, do poderio da máquina governamental, já não menosprezam o ex-capitão. Tanto é que, ninguém menos que o ex-candidato à presidência da República, Guilherme Boulos (Psol) disse à Revista Veja: “Lula é favorito, mas a eleição não está ganha”, insistiu. “Pode parecer um contrassenso, dada a popularidade de Lula entre os mais pobres e particularmente no Nordeste. Mas não é.”
Com a nítida percepção de que o cenário já não é assim, tão favorável, acrescentou: “Seria um erro grosseiro subestimar o efeito de um benefício de R$ 400 para 18 milhões de famílias brasileiras que se encontram na extrema pobreza”— exemplificou. Finalizou, dizendo que “É a diferença entre comer ou não. Ser despejado ou conseguir pagar o aluguel. Não é pouca coisa em tempos de vacas magras.”
- Por sua vez e numa toada agressiva, disse o também ex-candidato e ex-ministro Ciro Gomes, no final de janeiro que: “Lula empurrou ao país durante 25 anos que o satanás era representado pelo PSDB, pelo Alckmin. E agora, sem que haja nenhuma proposta, nenhuma mudança […], agora resolve fazer um grande conchavo”. Faz sentido.
Agora, imaginem o que não se vai dizer, em São Paulo, terra do Alckmin e maior colégio eleitoral do País, quando a campanha estiver na sua temperatura máxima! Afinal, dados e números ainda estão muito vivos, na cabeça do eleitor, quando o assunto é corrupção, com a consequente condenação e prisão de muita gente ligada ao PT, tendo seu expoente máximo (Lula) como ícone de tudo isso!
A propósito, não custa lembrar que, novas sondagens eleitorais sinalizam, em fevereiro, o avanço de Bolsonaro. Variam as metodologias aplicadas, mas o aspecto comum é a tendência de redução da vantagem mantida por Lula nos últimos oito meses.
A diferença caiu de 14 pontos percentuais para 9 pontos, em apenas quatro semanas, por exemplo, na pesquisa divulgada pelo PoderData, com 3 mil entrevistas telefônicas realizadas entre os últimos dias 13 e 15.
Nessa pesquisa, Lula lidera (40%), seguido por Bolsonaro (31%), Sergio Moro (9%) e Ciro Gomes (4%). Há indícios de que o presidente tende a crescer, especialmente quando a campanha ganhar corpo e os “méritos” do Governo forem divulgados. Isso sem contar que Ciro e Moro poderão ganhar mais algum fôlego, até às eleições.
*Jornalista. A matéria completa está disponível no site de Veja.
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Um comentário sobre “BLOG LUÍS MACHADO – Terça-feira, 22.02.2022”
Gostei , parabéns Luis pelo trabalho .