
Quando a obra de um artista ultrapassa a fronteira do que antes era de domínio apenas dele e torna-se universal, acaba sendo de todos, independentemente de viés político ou de qualquer outro espectro.
Infelizmente, não é o que está acontecendo com a atitude mesquinha do cantor e compositor pernambucano, Alceu Valença, que sentiu-se desrespeitado pelo deputado estadual Gilson Machado Filho (PL) que publicou um vídeo com imagens do evento – evento “Bloco do 22 Pernambuco” – ocorrido na orla marítima de Boa Viagem, no Recife, na última quinta-feira (22).
Qual foi o erro do bolsonarista? Foi usar a música Anunciação, de autoria do artista, num vídeo com imagens do citado evento. O vídeo não menciona nada sobre o cantor ou de sua opção político-partidária. Será que Alceu agiu publicamente com a mesma truculência e descortesia, quando manifestações da esquerda procedeu da mesma forma? Evidente que não.
Alceu Valença perdeu uma excelente oportunidade de ficar calado e mais: deveria ficar lisonjeado por ver sua música utilizada por um segmento diferente do seu. Deixou de comportar-se como um artista de perfil universalista, cuja obra tem penetração em todas as camadas e espectros ideológicos. Sua falta de humildade, plasmada de ranço intolerante o apequenou. Alceu causou desnecessariamente, desconforto e revolta, em fãs e admiradores.
Alceu e sua musicalidade deveriam ser de todos e não só de uma bolha que vê no mesmo, alguém que representa apenas o lado enviesado da política partidária de esquerda.
Com essa de agora, não há dúvida de que, Alceu Valença se mostra mesquinho e pequeno, desnecessariamente.
__________
*Nosso papel é produzir e publicar. O seu é lê e compartilhar. Faça sua parte!




