De professor na aula a cristãos no púlpito, parece que o “vale tudo” já não tem limites

A enxurrada de denúncias de alunos sobre professores lacrando nas salas de aula, a fim de que induzam seus pais e parentes a votarem em Lula, causa desconforto e perplexidade, a ponto de causar medo nos pequenos que sequer compreendem bem o processo politico partidário.
Mas a insensatez não para por aí. Até mesmo pessoas que se dizem cristãs, deixaram de lado a tolerância e o respeito, para enfrentarem a quem pensa diferente e isso é ignominioso e intolerável, sob todos os aspectos.
Há inúmeros relatos de especialistas preocupados com os índices de pessoas com transtornos psicológicos, por conta da intolerância ideológica.
Com o advento e crescimento da influência das redes sociais na vida das pessoas, respeitar os que pensam diferente parece ser coisa do passado, como se política partidária fosse a coisa mais importante do mundo. Há relatos de casados há mais de 20 anos que, por desavenças políticas romperam o enlace matrimonial, cujas consequências dolorosas são inevitáveis, para eles e para seus dependentes que, a rigor, em nada contribuíram para a citada crise conjugal.
A pergunta recorrente é: a quem interessa o extremismo da polarização político-partidária? Bem, ao menos aos políticos isso interessa. E interessa porque é nesse embate que eles ganham vida, no imaginário de seus apoiadores, para continuarem a tirar proveito da divisão entre as pessoas menos avisadas.
Há relatos de crentes (católicos e evangélicos) que romperam relações fraternas, por causa da intolerância entre pessoas amigas e ou parentes, que já não guardam a mesma consideração e apreço, porque agora enxergam no outro, alguém estranho e descaracterizado dos atributos que sempre as distinguiram, no convívio social. Isso é tremendamente nocivo e prejudicial. Isso é alimentar um monstro sem rosto e sem sentido que não tem outra finalidade, a não ser promover o aumento da divisão, numa sociedade já tão dividida.
Aqui vão duas perguntas. A primeira pergunta é: Faz sentido brigar por um político, que sequer sabe que existo? A segunda pergunta é: quando é que enxergaremos o óbvio e iremos nos prevenir do mal, certos de que, a insensatez na política já não poupa ninguém?
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