
- Ao contrário do que muitos pensam, candidato sofre e sofre muito, em época de campanha, notadamente no período que se aproxima do dia das eleições. No pleito de 2020 – diante dos efeitos da pandemia – já se observou mudanças que dificultaram o modus operandi de eleitores e dos próprios postulantes a cargos eletivos.
No que tange às campanhas políticas deste ano, a situação parece ter-se agravado. Não mais por conta dos protocolos sanitários, mas por outros fatores que, em suma, tornaram-se ingredientes de uma receita impraticável, já que depende da boa boa vontade de quem tem poder decisão e agora estamos a falar da falta de dinheiro. Aliás, nem é por falta de dinheiro.
Na verdade é por falta de desburocratização, apesar da montanha de dinheiro destinada, via Justiça Eleitoral, que está gerando verdadeiro estresse, malgrado estarmos a pouco mais de 30 dias das eleições. Se a grana não chega nas contas bancárias dos candidatos, em nada ou quase nada beneficiará os mesmos, já que faltará tempo hábil para fazer o bom uso dele.
Durante toda esta semana conversamos com candidatos a deputado estadual e federal pela União Brasil, por exemplo (que pediram anonimato), os quais se nos apresentaram com os nervos à flor da pele. É que o dinheiro existe para custeio das campanhas. Mas, por incrível que pareça, não caiu na conta dos candidatos. Por que não disponibilizá-lo? Sem dinheiro, como pagarão seus fornecedores?
Ora, sem material de campanha, esta se torna inviável e o prejuízo será inevitável. E nem se está falando da insatisfação costumeira, com o tamanho do dinheiro distribuído a cada um dos candidatos, bem como da cota destinada às mulheres. Muitas delas chegam como verdadeiras laranjas, apenas para cumprir o preceito legal que exige 30% de mulheres. Não por acaso, a Justiça tem cassado o mandato de eleitos, Brasil afora. E ainda há os apadrinhados de dirigentes partidários que acabam favorecendo seus candidatos prediletos.
Verdade é que, a pandemia ainda não acabou e por isso os Bancos ainda não operam com plena capacidade de atendimento que, diga-se de passagem, se nunca foi bom, agora piorou. Só que os prazos são peremptórios (são fatais) e à Justiça só interessa o cumprimento deles, por parte dos candidatos. Em suma: A burocracia é tremenda, para se ter que fazer muita coisa, num período tão curto de campanha.
*Compartilhando a matéria, você faz opinião.
_________________________________
Comento, argumento. Só não invento!
Contatos do editor do blog:
WhatsApp: (81) 98732.5244.
E-mail: machado_country@hotmail.com
Facebook: Luís Machado.
Instagram: @luismachado.
Twitter:@LuísFerreiraMa4.



