BLOG LUÍS MACHADO – Sábado, 15.01.2022

SENADOR HUMBERTO COSTA DORMIU NO PONTO

Folha Política: Senador Humberto Costa admite que chegou a hora de assumir  a corrupção do PT
  • Nem é preciso ser expert, para saber que, em política partidária, discernimento e estratégia são atributos fundamentais e quem souber fazer uso disso, se dá muito bem, saindo na frente, em relação aos demais.

Exemplo disso ocorre em Pernambuco, quando viu-se um Miguel Coelho (MDB) antecipar-se no seu projeto de candidatura ao governo do Estado e o senador Humberto Costa (PT) que não soube aproveitar o vácuo existente na indefinição do governador Paulo Câmara (quanto ao nome da situação), para tentar viabilizar uma eventual indicação sua, para encabeçar a chapa majoritária, pela Frente Popular.

Ora, Sabe-se que o comando natural da candidatura governista é do governador. Mas isso não quer dizer que Humberto não pudesse trabalhar para obter visibilidade em torno do seu nome, num projeto estadual que, de alguma forma estará umbilicalmente ligado ao projeto nacional de retorno do ex-presidente Lula, à presidência da República e só isso já teria favorecido ao senador, neste aspecto, sem maiores entraves ou puxada de tapete, por parte do PSB.

Senador Humberto Costa - Senado Federal
  • Mas o senador pernambucano cochilou, numa atitude no mínimo, amadorista. Apesar de Humberto Costa ter uma penca de cargos ocupados por indicação sua, no Governo do Estado e na Prefeitura do Recife, ainda assim bem que poderia ter trabalhado para ter condições de apresentar-se competidor, em nome de uma eventual aliança PSB/PT. Até porque a carência de bons quadros no atual momento socialista, é uma realidade inconteste.

A pergunta que se faz é: Por que só agora Humberto “acordou”?. Ok. É um direito dele. Só que o cavalo passou celado e ele não montou. Agora é tarde, apesar da inegável força que os petistas terão, num palanque nacionalizado, em que o ex-presidente Lula será estrela maior. Como diz o velho provérbio popular, as grandes oportunidades são como a água do rio que passou e a seta que partiu: Não voltam mais.

Ao senador só haveria uma carta na manga, para influenciar no processo de candidatura que se avizinha: Lançar a correligionária deputada federal Marília Arraes, líder em todas as pesquisas feitas até o momento, mas isso é utopia, já que Humberto não quer nem ouvir falar em tal hipótese, diante dos riscos que tal atitude lhe traria. Sem falar na notória antipatia que nutre por Marília. Humberto dormiu no ponto.

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Comento, argumento. Só não invento!

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