
Muito se tem dito, a respeito da democracia. Uma das verdades é que, se não é perfeita, ainda assim, é o que temos de melhor e justo, no mundo civilizado.
Mas é necessário ter balizamento do que é justo e benéfico, a fim de que a democracia seja de fato instrumento de justiça social e de sadia convivência entre pessoas e povos.
Por mais vantajosa que possa ser, a democracia está longe de ser concebida como uma espécie de dogma de fé. Dogma que, em nome dela se possa tudo fazer ou deixar de fazer. Sim, porque a bússola não é nem pode ser a democracia, em si. O termômetro de medição da democracia é se aquilo praticado em nome dela é bom para todos ou ao menos para a maioria.
Exemplo disso é uma publicação feita aqui, no Blog Luís Machado, noticiando que um Rap de autoria do DJ Holanda causou desconforto no Reino Unido. Exemplo disso são também os níveis de corrupção que corroem e ferem a todos nós, sem que o Estado brasileiro encare de frente.
Ora, convenhamos! Qualquer manifestação concebida como arte ou cultura só faz sentido, se não fere a índole ou valores ético e morais. Partindo dessa premissa, é exatamente em nome da democracia que tal manifestação sequer deve vir a público e não se diga que isso é censura. Até porque censurar algo prejudicial nem deveria ser rotulado como tal. Mas, se ainda assim alguns entendam como censura, então que se censure. Contanto que não se achincalhe os valores da maioria.
Não se pode imaginar como sadia ou tolerável, uma música que fomente a pornografia (com palavras chulas impublicáveis de todo gênero), consumo de drogas, sexo explicito, para citar alguns flagelos do gênero. Não dosar o que possa ser instrumento do mal, é lavar as mãos, em nome da democracia.
Chegamos a uma situação de degradação moral de proporções tão gigantescas e alarmantes, que é preciso repensar corajosamente, o que tentam nos impor de goela abaixo, como se a democracia tivesse sido criada para está a serviço de uns, em detrimento de outros.
Não por acaso, muitos pensadores estão preocupados com toda essa inversão de valores (incluindo até mesmo o campo da bioética), com todo esse leque de práticas comportamentais, que ferem e agridem pessoas e sociedades, ao redor do Planeta.
Mas para isso é preciso fazer “vista grossa” aos clichês de “retrógrado”, “fora de época” e “desconectado”, para citar apenas alguns. Se é para ser tudo isso, então que sejamos. Sem problema! Que se aja o quanto antes, porque já é tarde de mais!



