
*Por Mário Filho.
O pedido de empréstimo de R$ 1,5 bilhão feito pelo governo estadual voltou a ser discutido na comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), mas não do jeito que a gestão Raquel Lyra gostaria.
O relator da pauta na comissão, deputado Waldemar Borges (PSB), solicitou um novo pedido de informação ao governo na última segunda-feira (19) sobre movimentações financeiras feitas com recursos que seriam oriundos de um empréstimo anterior de R$ 1,7 bilhão, captado junto à Caixa Econômica Federal.
O parlamentar se refere ao remanejamento de recursos para uma reforma no gabinete da governadora, ao custo de R$ 124 mil, e para a compra de equipamentos de informática para a secretaria da Casa Civil, que teria custado R$ 611 mil. Os repasses foram publicados no Diário Oficial do Estado do dia 14 de maio deste ano.
Segundo o parlamentar, o pedido de empréstimo continha um anexo que listava como finalidade dos recursos algumas obras públicas, como a expansão e restauração da malha viária, o gerenciamento do programa de acesso à água, entre outras. Ele afirma que o uso do dinheiro para obras no palácio e compras de equipamentos configuraria desvio de finalidade.
Waldemar também já havia enviado um primeiro pedido de informação ao governo do estado no dia 6 de maio, cobrando informações sobre o uso dos valores captados pelo governo em empréstimos anteriores, e diz não ter recebido resposta.
Ainda na reunião, o relator repetiu críticas já feitas ao governo e, mais uma vez, acusou o governo de morosidade na aplicação de recursos disponíveis em empréstimos autorizados anteriormente pelo Legislativo.
Waldemar destacou que, dos R$ 9,2 bilhões já autorizados em operações de crédito para a gestão Raquel Lyra, apenas R$ 2,2 bilhões foram efetivamente empenhados. “Se o governo ainda não conseguiu gastar o que já foi autorizado, fica provado que a lentidão está no Palácio do Campo das Princesas e não na Assembleia Legislativa”, acusou.




