A pergunta é: Por quê a direita não lança o Coronel Feitosa, para o governo do Estado, em 2026?

Se ‘para um bom entendedor uma palavra basta’, o discurso do presidente Lula desse domingo (01-06-2025), no Congresso do PSB – na posse do prefeito do Recife, João Campos, como presidente nacional da legenda – está mais do que claro que, aos eleitores insatisfeitos com o Governo Lula (cada vez mais reprovado nas pesquisas) não resta outra alternativa a não ser nacionalizar a campanha, em Pernambuco. Lula quer e terá, em Pernambuco, o apoio de João e de Raquel. O que isso quer dizer? Quer dizer que, na prática, João será Raquel e Raquel será João, como temos dito sempre, aqui no Blog Luís Machado. Os dois serão duas faces da mesma moeda. Lula apoiará os dois para governador, no primeiro turno, já que eles apoiarão Lula, nas eleições presidenciais do próximo ano.
No plano nacional, é preciso dizer que, se realmente uma palavra basta, não resta outra alternativa às forças autodenominadas de “direita” acordarem pra Jesus e sair do discurso insosso e improdutivo da anistia aos condenados pelo 8 de janeiro, para o pragmatismo político. Se quiserem mesmo aproveitar o vácuo da impopularidade do Lula para entrar no clima da campanha de 2026, não poderão perder mais tempo – fazendo o que a esquerda quer – falando em candidatura de Bolsonaro. Deverá é partir, de forma pragmática, para trabalhar em torno de um nome capaz de ressignificar o novo, capaz de mandar Lula da Silva para casa, em 2026.
Em âmbito estadual, aí é que esse pragmatismo deveria ser ainda mais evidente, por parte dos conservadores, já que até agora Raquel e João são os dois nomes capazes de polarizar a disputa para governador, ano que vem. Não se vislumbra até agora um nome capaz de romper essa bolha e jogar a eleição para um segundo turno, onde uma liderança de “terceira via” pudesse redesenhar um cenário diferente do que hoje se nos apresenta.
Só que, se o cenário em Pernambuco converge, em torno de João e Raquel, o que se vê é uma direita marcando passo, por não dispor de quadros expressivos. O ex-candidato a prefeito do Recife, Gilson Machado e o deputado estadual coronel Feitosa até tentaram emplacar o nome do comunicador Wesley Cardinot, mas este rechaçou a possibilidade de lançar-se candidato a governador.
A verdade é que, lançar candidato ao Governo do Estado não está no radar do PL, cuja prioridade, por orientação da legenda nacional é trabalhar para tentar eleger uma bancada expressiva, para o Congresso Nacional. Não se dá conta de que, protagonizar uma terceira via, armaria palanque opositor aos dois palanques de Lula, a serem armados pelo prefeito da Capital e pela governadora do Estado e, de quebra, favoreceria o crescimento das bancadas estadual e federal bolsonarista.
Bem que a Direita poderia lançar o campeão de votos, no Estado, nas eleições de 2022, que é o deputado estadual Coronel Alberto Feitosa. Mas parece que, por falta de musculatura do PL, Feitosa dá sinais de que pretende sair para deputado federal. Este obteve quase 150 mil votos, quase o dobro do correligionário, Coronel Meira, por exemplo. Traduzindo: as forças opositoras trabalham indiretamente para reconduzir Lula à presidência da República e João ou Raquel, ao governo de Pernambuco. É assim que a banda toca, nesse indecifrável Planeta, chamado política.




0 comentário sobre “Discurso de Lula no Congresso do PSB deu a senha: nem João nem Raquel”
E Pe. Continua a míngua, quanto mais miséria, mais eleitor.