
Ele foi ministro do Turismo, no Governo Bolsonaro e candidato ao Senado, em Pernambuco, nas eleições de 2022. Nas últimas eleições para prefeito, lançou-se candidato, no Recife, cujo desempenho foi um fiasco de apenas 129 mil votos.
Na referida campanha, experimentou um clima de animosidade com o Grupo dos Ferreira, cujo presidente do PL, era – como ainda é – o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira. Gilson queixava-se da falta de apoio do seu partido, à sua candidatura, tendo se queixado até mesmo a Bolsonaro.
Em meio a idas e vindas com trocas de farpas entre as partes, o ex-ministro passou a defender seu nome para o Senado, ao tempo em que Anderson fazia o mesmo. Por fim, vendo que no PL não tinha mais espaço, Machado desembarga do PL e embarca no Podemos.
Só que, mesmo estando no Podemos que apoia Lula – Gilson Machado diz que apoiará Flávio Bolsonaro, candidatíssimo do PL, à Presidência da República e a pergunta que se faz, é: como ele vai explicar ao Podemos, que não pedirá votos para Lula e sim, para Flávio? Como explicar ao eleitor que, mesmo se dizendo de direita, está ele num partido apoiador da esquerda?
Entrevistado pelo blogueiro Alberes Xavier, Gilson disse que não declara apoio a Anderson Ferreira, para o Senado – com a esfarrapada justificativa de que “nada ainda está definido” – mesmo sendo Anderson apoiador de Flávio Bolsonaro.
Mas também se pergunta: como é que o Podemos vai lidar com a situação de Gilson que, apesar de filiado à referida sigla, não caminhará com seu novo Partido?
Como se vê, a coerência passa longe do Gilson Machado. E não apenas dele, mas também do Podemos. É por isso que, para muitos, os partidos não passam de mera peça de ficção.
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