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Leão XIV: a esperança de um novo alvorecer

Leão XIV: a esperança de um novo alvorecer

Leão XIV: a esperança de um novo alvorecer

Leão XIV: a esperança de um novo alvorecer

Como tudo na vida, também em matéria de fé é preciso coerência entre o que se diz e o que se vive. Aliás, em termos litúrgicos essa máxima deveria ser buscada sempre e continuamente, até com mais força e afinco. Mas não é o que acontece, nesses tempos de neo paganismo e de crise, no seio da nossa Igreja Católica. A falta de coerência cresce também nas igrejas não católicas, pois é um fenômeno universal. Quem estuda ou pelo menos acompanha minimamente a história recente da nossa Igreja, sabe que, com o advento do tão propalado Concílio Ecumênico Vaticano II, corrido na década de 1960, a situação tem se agravado significativamente.

Da época de conclusão do Concílio para cá, muita coisa aconteceu e até certas práticas nocivas tem ocorrido, em detrimento da chamada sã doutrina e até mesmo das Sagradas Escrituras. Nosso enfoque aqui, nessa reflexão, é em relação à Missa, cujo empobrecimento tem se dado progressivamente.

Como se sabe, foram copiosas e ainda o são, as manifestações através das redes sociais, dando munição a todo tipo de argumentação, particularmente por esses dias, em torno da morte do Papa Francisco, que culminou com a eleição do novo pontífice, Papa Leão XIV, ocorrida nessa quinta-feira, oito de maio. Agora que já se sabe quem é o novo Papa, cresce a onda de análises e conjecturas, tanto da parte de quem entende, quanto por quem nada ou quase nada sabe, sobre a Igreja Católica Apostólica Romana e, por tabela, em relação à pessoa do novo Papa.

Na atmosfera de quem é ou não é “progressista” ou “conservador”, é inevitável ver-se pela internet abordagens acerca de matérias sobre ritos e rituais praticados pela Igreja e a Missa é um dos temas mais recorrentes, por motivos óbvios. Aqui reside talvez a prática da incoerência mais evidente e a figura do famoso cardeal africano Robert Sarah é sempre citada.

Sarah é um dos mais ardorosos defensores da observância dos valores preconizados pela Igreja, há mais de dois mil anos. Infelizmente, o secularismo entrou com força no seio da Cúria Romana, se espalhando pelo mundo, pós Concílio. Via de consequência, a liturgia ficou empobrecida. Ao contrário de antes, hoje em dia é na Missa que ocorrem aplausos de aniversários, sorteios de brindes, avisos de tudo o que ocorre na grande maioria das paróquias, isso sem falar nas extravagâncias praticadas, como o baixo índice de confissões, a postura sensual e irreverente de mulheres nas celebrações, além do barulho ensurdecedor, implementado antes, durante e depois das celebrações eucarísticas. Mas isso é só a “ponta do iciberg do que ocorre. Há outras situações gravíssimas que mal daria para citar, aqui.

Ora, quando a Igreja prega que a Eucaristia é o próprio Cristo (em corpo, sangue, alma e divindade) e que toda Missa é a renovação da morte e ressurreição de Jesus Cristo, então porque não se faz jus ao que se prega? Não há dúvida que, assiste razão ao Cardeal Robert Sarah, em tecer críticas aos que pregam uma verdade mas na prática, fazem cara de paisagem. Isso só faz aumentar a tese dos que atestam sermos hoje uma igreja mais ritualísticas do que apostólica.

É claro que, ainda há considerável parcela de padres, bispos e cardeais fiéis ao Evangelho, ao magistério e, à tradição milenar da Igreja. Mas o número desses é cada vez menor. Não por menos que a chegada do novo Papa reacende a esperança de um novo alvorecer, para desgosto dos que já davam como certo, um pontífice voltado apenas para questões sociais. políticas e de geopolítica internacional, por exemplo.

Que possa ter o novo Sumo Pontífice, um olhar para os que sofrem ao redor do mundo, além das questões globais, entre as nações, pois a Terra sofre dores de parto e, à essas alturas, nesse estágio de confusão e ateísmo desenfreado em que vivemos, só Deus poderá nos ajudar. Assim seja!

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