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OAB precisa impedir que advogados empossados como juízes mantenham escritórios sob comando de parentes

OAB precisa impedir que advogados empossados como juízes mantenham escritórios sob comando de parentes

OAB precisa impedir que advogados empossados como juízes mantenham escritórios sob comando de parentes

OAB precisa impedir que advogados empossados como juízes mantenham escritórios sob comando de parentes

A matéria já caducou de tão velha que é, mas permanece tão atual como o dia que apenas começou. Nos referimos aos inúmeros escritórios de advocacia que, uma vez tendo seus donos empossados como juízes dos tribunais, permanecem sob o comando de familiares e parentes próximos.

As mudanças sociais cresceram numa velocidade nunca vista antes, mas nossa Ordem dos Advogados do Brasil – da qual faço parte, como inscrito – faz vista grossa e se omite quanto ao fato de que, na prática os outrora advogados continuam advogando. Apenas os poucos magistrados que não têm parentes advogados fogem a essa regra.

Evidente que como juízes, não podem sequer continuar inscritos na OAB. Suas inscrições são formalmente suspensas, mas na prática continuam advogando e até com mais força e influência, do que antes. É urgente e necessário que se altere o Estatuto do Advogado e da Advocacia, para impedir que isso continue.

Não dá para entender que, já no novo Estatuto da Ordem não se tenha inovado, nesse aspecto. E olhe que no próximo ano faremos duas décadas da nova Lei dos advogados! É inconcebível que o escritório daquele que se tornou ministro do Supremo Tribunal Federal (por exemplo( continue funcionando normalmente, patrocinando causas com tramitação até na própria Corte.

É no mínimo estranho que nós, advogados sejamos os primeiros a criticar atos e atitudes antirrepublicanos praticados nos poderes da República, mas, no que diz respeito à nós mesmos, continuemos a ser corporativistas, a ponto de permitir que ex-colegas continuem ganhando milhões em cima de causas milionárias e até bilionárias. Nos Estados essa realidade não é diferente. São filhos, esposos e parentes de juízes e desembargadores que perpetuam essa realidade vexatória.

Nós, advogados não podemos continuar sendo uma espécie de casta, como se a Ordem estivesse numa redoma de vidro intocável, fechada, portanto, às mudanças que a sociedade tanto requer.

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