
Como lembra o leitor do Blog Luís Machado, foram investidos R$ 500 Mil Reais para requalificar um dos pontos históricos mais significativos – chafariz, postes, piso e bordas dos canteiros – situado no coração do Centro do Recife, que é a Praça Maciel Pinheiro. Esta foi entregue à população, em maio do ano passado (há apenas um ano), pelo prefeito João Campos (PSB), mas que já dá sinais de abandono e desperdício do dinheiro público.
Como se vê das fotos ilustrativas dessa matéria, foi este Blog Luís Machado até o local, para constatar o que leitores vinham denunciando, no sentido de que o citado logradouro necessita de cuidados da gestão pública. São moradores de rua que, usando o chafariz, tomam banho e ali mesmo estendem suas roupas por cima dos jardins, ensejando uma paisagem nada agradável aos olhos de turistas e de quem passa pelo local. Isso sem falar que, ao contrário do que se esperava, a Prefeitura do Recife não envidou esforços, no sentido de instalar um posto policial, capaz de inibir a presença de meliantes que utilizavam o local para consumo de drogas, causando receio de quem por ali passa ou tem seus negócios.

Para quem não sabe, o sobrado (também restaurado) onde viveu a escritora Clarice Lispector fica situado na aludida Praça e lá se encontra uma escultura dela. Note-se que, motivado pela citada revitalização, um conhecido empresário adquiriu o antigo e então glamouroso Hotel São Domingos – um dos poucos hotéis que resistiram ao tempo, no Centro da Cidade. Está em plena restauração com gastos milionários, para dá nova feição ao empreendimento – mas corre o risco de amargar tremendo prejuízo – se a administração municipal não preservar a área, dentro da prometida política de revitalização do Centro do Recife, como um todo.
Como se sabe, a Praça Maciel Pinheiro faz parte de um conjunto de quinze jardins históricos projetados por Burle Marx, que fez parte do “Programa Tá Aprumado Praças”, da Prefeitura, mas que, por falta de política efetiva de preservação (o local é sujo, sem segurança e de pouca iluminação), corre o risco de voltar ao antigo estado de abandono, em prejuízo do turismo e de empreendedores, situados no entorno.



