
Numa atitude espúria e profundamente antirrepublicana, tanto o PT quanto o PSB de Pernambuco estão fritando o sonho da ex-deputada Marília Arraes, de ser candidata ao senado, quer na chapa de João Campos, quer de forma avulsa e por motivo simples: não confiam nela, caso seja eleita senadora.
Apesar de Marília liderar as pesquisas de intenção de votos, o PT Nacional já fechou questão: não a apoiarão, ao lado de Humberto Costa, no palanque de João Campos (PSB(, sob argumento de que os dois poderiam nadar e morrer na praia; não serem eleitos.
É grotesco ver como os caciques manejam a política. Desrespeitam o eleitor, como se este fosse gado, que pode ser conduzido ao matador, conforme a vontade ou conveniência do capataz. Para petistas e socialistas, o eleitor vota em quem eles mandarem e ponto. E por quê agem assim? é porque o histórico político de Marília tem demonstrado falta de altivez e não tem ela coragem de ‘chutar o pau da barraca’, mesmo que para isso tivesse que fazer alianças com outras forças.
Marília é típico caso de subserviência político-partidária. Deixa-se inebriar pelo canto da sereia. Foi assim no passado e tudo indica que será agora também. São muitos os leitores do Blog Luís Machado a dizerem que trata-se de pessoa “fraca” e manipulável aos acenos da compensação, desde que seja para atender aos caprichos dos que mandam na esquerda de Pernambuco.
Quem ouviu a entrevista do ministro de Portos e Aeroportos de Lula, Sílvio Costa Filho, nesta manhã de sexta-feira, na Rádio Jornal, viu que Silvinho deu a senha: Lula tem dito à todos que à ele só interessa eleger senadores confiáveis, a exemplo do próprio ministro e de Humberto Costa.
Se assim é, então por quê cargas d’água Marília não se agiganta, dando uma guinada na própria vida pública, se é que ela quer mesmo ser senadora da República? O que a faria morrer de amores por Lula e à esquerda, a ponto de ser sempre preterida e escantiada, em situações como esta, agora?
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