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Raquel Lyra e Álvaro Porto agem como se fossem donos do Estado

Raquel Lyra e Álvaro Porto agem como se fossem donos do Estado

Raquel Lyra e Álvaro Porto agem como se fossem donos do Estado

Raquel Lyra e Álvaro Porto agem como se fossem donos do Estado

Quem não vive como se fosse morto (indiferente a tudo e à todos) e acompanha a cena política, tem a sensação de que tudo está praticamente perdido, pois não há mais quem dê jeito, no quesito ética, moral e bom senso. E quando tudo isso se refere ao mundo da política partidária, aí o cenário é ainda mais nebuloso. Muito mais do que se pode imaginar.

Para ilustrar nossa assertiva, citamos a verdadeira quebra de braço, entre o Governo Raquel Lyra e a Assembleia Legislativa de Pernambuco. Como se viu aqui, publicou este Blog Luís Machado, matéria dando conta de que o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (PSDB) obteve parecer da Procuradoria Jurídica da Casa, que dá a ele, prerrogativa de definir a pauta legislativa. O documento é uma resposta a uma consulta feita pela deputada Débora Almeida (PSDB) que gerou o trancamento da pauta da Alepe ainda na semana passada.

De acordo com o aludido parecer, a Constituição Estadual permite realmente que, no caso de atraso na análise de um projeto do Poder Executivo encaminhado em regime de urgência, por mais de 45 dias, as deliberações (para outros projetos) ficam trancadas.

Só que, na prática não é assim que a banda toca. Vejamos que o tão propalado pedido de empréstimo de R$ 1,5 bilhão, enviado pelo governo estadual em 20 de março, ainda não foi completamente avaliado pelos deputados estaduais. Passou apenas pelas comissões de Justiça e Finanças, recebendo nessa última, um substitutivo – feito pelo deputado oposicionista Antônio Coelho – o qual preconiza a distribuição de metade do valor (para todos os municípios do estado.

Indo direto ao ponto, é preciso dizer que, a postura dos protagonistas (Estado e Assembleia) demonstra mais uma questão de ego, do que senso de responsabilidade e boa índole de cada um dos chefes dos citados poderes. Enquanto Raquel Lyra – cujo mote de campanha foi “construir pontes e não muros – acha que pode agir unilateralmente na condução da máquina, mesmo que para isso em algum momento necessite da aprovação do Legislativo, reagindo a isso, Álvaro Porto, chefe do Legislativo acha que, só porque as normas regimentais da Casa se lhe abrem brechas para procrastinações e malabarismos, não pensa duas vezes em ‘dá a resposta à altura’, mesmo que os verdadeiros patrões deles (que somos todos nós, contribuintes) tenhamos que arcar com as nefastas consequências de seus atos.

Como se nada disso fosse grave, dos 49 deputados estaduais com acento na Casa, não se vê praticamente nenhum deles ocupar a tribuna para, de forma republicana e imparcial, mostrar aos citados atores, que “o buraco é mais embaixo” e que, portanto, Pernambuco é maior do que as “futricas” de qualquer gestão ou qualquer poder constituído. Não temos vozes de defesa ou de cobrança, quanto a isso, nas citadas instâncias de poder nem fora delas, já que as entidades representativas da sociedade civil organizada e até da Imprensa tudo assiste, sem dar um piu, fazendo cara de paisagem.

Será que suas excelências, os eleitores desiludidos têm razão em dizer que “não votarei mais em ninguém?”

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*Nosso papel é produzir e publicar. O seu é lê e compartilhar.

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