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Saiba quem são os alvos da PF por venda de sentenças no STJ

Saiba quem são os alvos da PF por venda de sentenças no STJ

Saiba quem são os alvos da PF por venda de sentenças no STJ

Saiba quem são os alvos da PF por venda de sentenças no STJ

Fachada do edifício sede do Superior Tribunal de Justiça (STJ)

A operação que investiga suposta venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça teve como alvo advogados, assessores e até chefes de gabinetes de ministros da Corte. As informações são do Metrópoles.

Batizada de Sisamnes, a ação deflagrada nesta terça-feira (26/11) investiga organização criminosa, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional.

As investigações indicam que um empresário e lobista detido teria acesso privilegiado a decisões antecipadas de ministros do STJ e, por meio desse acesso. vendia sua influência para garantir decisões favoráveis a clientes que pagavam por esses serviços.

Ele teria na lista de contatos a advogada Miriam Ribeiro, magistrados e assessores de ministros do STJ. Miriam Ribeiro participava do esquema cobrando propinas. Em trocas de mensagens, o nome dela aparece em diálogos sobre pagamentos e negociações de decisões judiciais.

Já o servidor Daimler de Campo, ex-chefe de gabinete da ministra Isabel Gallotti na época, teria agido como um intermediário nas negociações, possibilitando a interferência em decisões judiciais da magistrada. Pela investigação, Daimler recebeu um arquivo de um advogado e o conteúdo correspondeu à decisão.

Outro alvo é Rodrigo Falcão de Oliveira Andrade, que trabalhou como chefe de gabinete do ministro Og Fernandes. Rodrigo é apontado por fazer a conexão do esquema com as decisões do ministro. Ele teria acesso a informações privilegiadas que teriam sido usadas pelo grupo criminoso.

Já o servidor Márcio José Toledo Pinto teria alterado e excluído minutas internas, em poucos minutos, inviabilizando a visualização por outras pessoas, além dele mesmo, que efetuou as mudanças.

Medidas cautelares

Os investigados foram alvos de mandados de busca e apreensão, e os passaportes acabaram retidos. A PF também pediu afastamento do exercício da função pública de Daimler Alberto de Campos, Márcio José Toledo Pinto e Rodrigo Falcão de Oliveira Andrade.

Eles ainda estão proibidos de ingressar na sede do STJ ou de demais sistemas processuais e de não se comunicarem entre si.

Como funcionava o esquema

O esquema investigado envolvia uma rede de advogados, lobistas, assessores de ministros, chefes de gabinete e até desembargadores. Andreson de Oliveira Gonçalves, o principal operador do grupo, atuava como intermediário, obtendo informações privilegiadas sobre decisões judiciais ainda não publicadas e utilizando sua rede de contatos no Judiciário para garantir resultados favoráveis a seus clientes.

Ele supostamente compartilhava com seus interlocutores as minutas das decisões antecipadas de ministros do STJ e negociava sua influência para que essas decisões fossem direcionadas de acordo com os interesses dos envolvidos, mediante pagamento de vantagens financeiras.

Além das prisões preventivas e das buscas e apreensões realizadas em Mato Grosso, Pernambuco e Distrito Federal, a operação resultou em medidas cautelares, como o afastamento de funções públicas de servidores envolvidos, o monitoramento eletrônico de suspeitos e o bloqueio de bens e valores.

Os investigadores também apuram o vazamento de informações sigilosas de operações policiais, que seriam negociadas no esquema, prejudicando a integridade de apurações importantes.

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