
O que poderia ser apenas mais uma baderna de “torcidas organizadas” (entre tantas outras que já houve no Recife), a confusão de ontem acabou se constituindo em algo muito sério, do ponto de vista político, sem falar nas repercussões em outras áreas (tais como econômica, por exemplo), ensejadas pelo clima de verdadeira guerra, entre criminosos – travestidos de torcedores do Sport Club do Recife e do Santa Cruz – ocorridas na manhã do último sábado.
E porquê dizemos isso? É porque a forma como reagiu a governadora Raquel Lyra (além da falta de medidas preventivas) expôs as vísceras de como o governo do Estado lida com a violência, de maneira geral. Nunca se viu, em Pernambuco, tanto amadorismo. Ou porque a violência de sempre não havia chegado a tanto ou porque as circunstância para lidar com problemas semelhantes, eram outras.
A pergunta recorrente e que não quer calar é: Se as duas facções já estavam se articulando através das redes socais, para ir para o confronto, combinando até locais de concentração, como é que a PMPE não agiu preventivamente, para coibir tamanhos atos de vandalismo? Primeiro isso. Segundo, como é que uma governadora, após quatro horas de reunião – como ela própria disse em vídeo – edita como primeiro ato, a precipitada decisão de suspender por cinco partidas consecutivas, entre Sport Santa Cruz, sem que tal decisão fosse o resultado de reunião com FPF, Clubes, TJPE, MP, Alepe e outras forças estaduais com poder de decisão?

Como explicar à sociedade e principalmente aos verdadeiros torcedores que a aludida suspensão terá ou não o poder de resolver a questão da insegurança nos estádios de futebol? Como justificar aos clubes envolvidos que, a decisão tomada não os afetarão em cheio, acerca de seus compromissos com folha de pagamento, obrigações sociais e outros prejuízos que da suspensão advirão? E mais: como vai a governadora justificar que, um problema ocorrido a quilômetros de distância do estádio do Arruda seria de responsabilidade dos Clubes acima citados?
Como se vê, se essas e outras questões (em função do incidente ocorrido), enseja lamento e indignação, por outro lado, trazem ao menos uma coisa positiva, que é mostrar que, definitivamente a segurança em Pernambuco agoniza e serve como um despertar, no sentido de que, ou se encara o problema com profissionalismo e seriedade, ou o “modus operandi” amador do governo nos colocam inevitavelmente à beira do abismo. Sim, porque se não há punição severa aos infratores e mais, se não há um eficaz serviço de inteligência capaz de proteger o cidadão e o patrimônio, caminha-se para o completo estado de barbárie. E aí não adianta “terceirizar” o problema, com justificativas esfarrapadas. Estamos falando da insegurança de maneira geral. O que houve no último sábado, foi apenas a ponta do “ice berg”, de como está a criminalidade, no Estado.
Por estas e outras, é que o confronto entre as citadas facções criminosas podem ter dado o start para o fim da reeleição de Raquel Lyra e por motivos óbvios. Pelo que se viu, a governadora se nos apresentou despreparada para enfrentar a violência. Mais claro do que isso, só desenhando!
Só lembrando que, o prefeito do Recife, João Campos (PSB) (candidatíssimo ao governo do Estado), já começou a criticar a governadora, visando tirar proveito disso, como se também ele não fizesse igual ou pior, caso fosse governador!
Ou seja: como se vê, 01 fevereiro de 2025 pode ter sido o dia em que arruaceiros travestidos de torcedores podem ter tirado a reeleição de Raquel Lyra, em 2026. O tempo dirá.





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Cenário de guerra!