VEREADOR ADEILDO DA IGREJA: ÚNICO ESPORÃO NO CALCANHAR DE ANDERSON FERREIRA

- Há um princípio de que, quem não almejar o poder, não deve enveredar pelo mundo da política partidária. Isso é perceptível hoje, mais do que nunca, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.
É que, de uns tempos para cá, aquele clima amistoso inicial entre o presidente da Câmara de Vereadores, Adeildo da Igreja e o prefeito Anderson Ferreira (ambos do PL) não tem sido o mesmo. Isso porque, ao que os fatos tem mostrado, o prefeito quer manter o controle do legislativo, a todo custo, sem a devida contrapartida, o que evidentemente não funciona.
Lembrando que o prefeito chegou da viagem a Dubai, nos Emirados Árabes, onde recebeu premiação da ONU e a partir de hoje inicia as conversas com os vereadores. A partir dessa conversa, ele decidirá por qual caminho trilhará, no trato com a Câmara.
Uma coisa é certa e não adianta tapar o Sol com a peneira: Adeildo saiu-se fortalecido, diante das circunstâncias que o levaram a se manter na presidência da Casa, até 2024, pelo menos. Bem ao contrário do que queria Anderson Ferreira. Tem o apoio e respeito de seus pares e, se assim continuar, vai pavimentar o caminho para eleger-se prefeito do Município, num futuro muito próximo.
Não se enganem, pois, analisando a trajetória política do presidente da Câmara de Vereadores do Jaboatão dos Guararapes, há que se tirar o chapéu para ele. Sabe trabalhar com discernimento e com o tempo, duas vigas mestras, na condução de qualquer projeto. Adeildo tem-se comportado até aqui, como gente grande, politicamente falando e com isso o processo político, em Jaboatão só tem a ganhar.
As peças do tabuleiro estão postas e a partir de agora o jogo será jogado, com outra estratégia; de ambos os lados, diga-se de passagem. Contudo, vamos acompanhar o desenrolar dos fatos, durante esta semana, para ver o que acontece. Se nos parece pouco provável que de imediato Anderson tome alguma medida importante. Adeildo e o grupo sabem que o “inimigo não dorme” e que mais cedo ou mais tarde, algo indigesto pode ocorrer. Esperemos, então!
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Comento, argumento. Só não invento!




