
Parece que prevalece mesmo o dito popular, de que “político só pensa nele”. A indicação da candidatura do advogado Carlos Sant’Anna, pelo Partido Novo ao Senado corrobora para que isso faça sentido.
Se o Novo corresse na mesma raia de toda a direita, certamente não teria lançado a candidatura do advogado Carlos Sant’Anna ao Senado, nesta sexta-feira (24)). Teria dialogado à exaustão com o PL de Anderson Ferreira, a fim de que não houvesse mais de um candidato conservador ao Senado, em Pernambuco.
Ora, quando já se sabe que os pré-candidatos Marília Arraes e Humberto Costa são os mais bem avaliados, em pesquisas feitas (eles ocupam a primeira e segunda posição, respectivamente), não nos parece razoável que a o Partido Novo esteja pensando no País. Parece que estão pensando é neles e apenas neles.
Se teoricamente é difícil eleger dois candidatos da esquerda, em Pernambuco, é muito mais difícil eleger dois da direita. É até razoável apostar na eleição de um candidato conservador – para uma das duas vagas ao Senado – no caso Anderson Ferreira, contanto que não haja pulverização de candidatos direitistas.
Anderson Ferreira é teoricamente o nome mais forte da direita, com chances de abocanhar uma das duas vagas, bem ao contrário do ainda desconhecido Carlos Sant’Anna.
Como se percebe, o Novo parece conspirar em favor de Humberto e de Marília, os quais são potencialmente os nomes mais fortes, no tocante à referida disputa. Isso vai na contramão do discurso dos caciques da direita nacional, que prioriza a eleição de deputados e senadores, depois do candidato a presidente Flávio Bolsonaro, obviamente.
Para um bom entendedor, dizer que a candidatura de Sant’Anna visa enfrentar o STF, soa como um blefe. Sim, porque não traduz a realidade. Na verdade, visa é dá capilaridade ao Partido, que precisa se consolidar nos cenários estadual e nacional. A sigla conta com apenas 10 anos de criação. Embora tenha crescido, necessita crescer muito mais, se quiser alçar voos mais altos, a médio e longo prazo.
É por essas e outras que, a direita em Pernambuco, parece querer trabalhar para eleger os dois senadores da esquerda, já que os votos da direita seriam divididos entre Carlos Sant’Anna e Anderson Ferreira. Traduzindo: o candidato do Novo poderá minar as chances de Anderson Ferreira, caso o primeiro tenha votação expressiva.
Será que estes vão mesmo para o nem nem; ou seja: nem Carlos nem Anderson? O tempo dirá.
________
Nosso papel é produzir e publicar. O seu é compartilhar. Comente abaixo e compartilhe. Faça sua parte cidadã!




