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AUMENTO NAS PASSAGENS de ônibus: Aliado do novo coronavírus

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Como está sendo noticiado, o usuário do transporte coletivo do Grande Recife, está prestes a sofrer mais um duro golpe, em sua luta pela sobrevivência, como se os efeitos da pandemia do novo coronavírus já não bastassem para lhe tirar o sossego e por várias razões. Estamos falando do aumento nas passagens de ônibus, que se avizinha, para os próximos dias. Não tem o desprotegido usuário a quem recorrer, a não ser ao Ministério Público e à sociedade civil organizada, pois está literalmente nãos mãos de um gigante que mantém o monopólio do sistema de transporte, deixando a camada mais vulnerável da população perplexa, especialmente num momento de profunda crise sanitária, na qual todos precisam dá sua cota de sacrifício, especialmente o Governo e os empresários.

Fala-se no aumento definido de 8,7% na tarifa A e 8,5% na tarifa B. Como tem sido noticiado, em reunião virtual desta sexta-feira (5) também definiu redução de tarifa durante ‘horário social’, fora dos horários de pico. Ora, convenhamos! Não dá para justificar, fazendo malabarismos de tarifas/horários, como se quem usa o transporte coletivo fora do horário de pico, não tivesse as mesmas dificuldades dos demais. Se o sistema “agoniza”, ante à falta de correção nos valores tarifários, que busque o Consórcio, junto aos Governos municipal, estadual e federal, meios eficazes para livrar o sistema de um colapso. Mas, ‘terceirizar’ essa pesada conta ao já combalido usuário do transporte coletivo é desumano e cruel.

Importante dizer que, o Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) definiu, nesta sexta-feira (5), o aumento das passagens de ônibus que circulam pelo Grande Recife. Os percentuais de reajuste, válidos a partir de domingo (7), são de 8,7% para a tarifa A, que passa de R$ 3,45 para R$ 3,75, e de 8,5% para a tarifa B, que sai de R$ 4,70 para R$ 5,10. O anel G passa de R$ 2,25 para R$ 2,45, com aumento de 8,8%.

Com a definição dos novos percentuais de reajuste, os novos valores das passagens dependem da aprovação da Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe) para começar a serem aplicados aos usuários do sistema. Leia-se que, tal dependência é apenas pro forma.

Ora, numa linguagem simples e bem direta, ouso dizer que, a população precisa rever as grandes manifestações de rua de décadas passadas, em que a dor e a fome do povo só eram sentidas através do estrondoso som, em praças e avenidas. Rede social ajuda. Mas não é tudo. O povo precisa colocar a máscara no rosto e gel no bolso; sair às ruas, com os devidos cuidados, por uma razão muito simples: As conquistas mais significativas ocorridas neste País só se deram e só dar-se-ão por pressão popular, através do estrondoso ruído do povo. Aqui, não deve ser diferente. Especialmente quando se tem um sistema de transporte que envergonha e humilha a quem dele necessita, ante suas péssimas condições. Não pode o coronavírus ser mais forte que o direito a um transporte coletivo de qualidade e à dignidade do povo! Ponto.

Comento, argumento. Só não invento!

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