
Por medo, descaso, ignorância ou “captura”, muitas instituições não têm a ver com o aumento do poder do crime organizado – nomeadamente essas duas siglas/facções – nos últimos anos.
O que há 20 anos parecia uma realidade restrita ao RJ, com presença pontual no subúrbio paulista, hoje já é motivo de inquietação, em todo o País.
Organizações transnacionais (apresentadas em 28 países) que passam pelos nossos últimos anos a serem cuidadas sempre mais de negociações legitimamente relacionadas (Combustíveis, Finanças, Imóveis, Transportes etc.), que são “turbinados” de capital e – ainda mas preocupante – modus operandi das mil1c1as do n@rc[]tráfego{}.
Lamentavelmente estamos nos equiparando, em ritmo muito rápido, a países como México e Colômbia, e muito próximos de um “ponto de não retorno”.
Há duas décadas que assistimos a um problema que restringe as comunidades dos pobres, o sistema prisional e a saúde pública (consumidor de drogas ilícitas), a ter um impacto muito grave na economia, na democracia e na soberania.
Hoje muitas empresas – inclusive um conhecido Grupo pernambucano – já foram obrigadas a abandonar suas operações no Estado do RJ, diante de concorrência de leal, achaques, extorsões e/ou outras condutas dessas organizações. Uma tendência natural, anterior à expansão territorial e ao crescimento económico, é a que se espalha por todo o país.
Podemos, portanto, decidir sobre o tema das eleições mais recentes, federais e estaduais, tentando evitar ao máximo estigmas ideológicos e partidários, para discutir o assunto como uma série e a gravidade que lhe é inerente.
Uma sociedade deve adotar políticas e medidas claras e eficazes para combater essa grave ameaça. Mas não é o que acontece entre nós. O crime organizado já não parece esconder que manda e quer dominar o País, especialmente através da política, onde já financia campanhas políticas em todos os níveis e em vários municípios e Estados do Brasil.




