Blog Luis Machado

Quem diria! Supremo ameaça a democracia

Quem diria! Supremo ameaça a democracia

Quem diria! Supremo ameaça a democracia

Quem diria! Supremo ameaça a democracia

Aos mais atentos à cena política atual, no País, se faz necessários dizer que, há motivos reais para nos preocuparmos com o protagonismo do Supremo Tribunal Federal que, de uma vez por todas decidiu arvorar-se no direito de escalar um clima de confronto com setores do Congresso Nacional, como se o proselitismo político fosse papel da nossa suprema Corte.

Urge dizer além disso que, a história nossa e de outras nações mostra que a ruptura institucional nunca acontece do nada ou da noite para o dia.

A preocupação faz ainda mais sentido, pelo fato de que, diante do desequilíbrio entre os três poderes da República, com um Supremo que se considera paladino da moralidade e da democracia, sem admitir equívocos, nossos representantes no Congresso Nacional não conseguem alcançar o necessário nível de altivez.

A venda nos olhos de parlamentares apoiadores do Governo só enxerga uma coisa: interesse eleitoreiro “da ultradireita”, como diz o petista senador pernambucano, Humberto Costa. A bancada apoiadora do Governo Lula apoia as decisões do Supremo, sem qualquer aceno à harmonia entre alguns ministros do Supremo e a Oposição.

As redes sociais amanheceram hoje, com uma tempestade de notícias, sobre ameaças de um ministro do STF que teria dito “in off” que o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema poderá ser preso, se não parar com as críticas ao ministro Gilmar Mendes. Mas, não é este mesmo ministro que ataca até com ares de homofobia, seu desafeto e pré-candidato à Presidência da República!

Ora, se o sentimento da falta de arrumação dos Poderes cresce e o Supremo só enxerga defeitos nos políticos de oposição, é mais do que razoável admitir que, de fato, podemos não está longe de uma guerra civil, onde brasileiros confrontam-se entre si, cujo desfecho é absolutamente imprevisível.

Não é necessário que todos sejam experts ou “futurólogos”, para constatar que, de alguma forma a postura do Supremo ameaça a democracia do País e que precisa ter um freio. Ou será que precisamos deixar que o trem descarrilhe e desça de ladeira abaixo, para só depois chorar o leite derramado?

Bem que o Executivo deveria contribuir para que as coisas sejam minimamente tolerantes e a institucionalidade volte aos níveis de razoável convivência. Mas, lamentavelmente não se pode esperar que isso ocorra, exatamente porque o confronto entre ministros do STF (leia-se Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes) – e a oposição interessa ao Planalto que, em última instância tem o STF como aliado. Isso é tenebroso. É perigoso e intolerável, por motivos óbvios.

Pois bem. Se diante do cenário que aí está, não há como vislumbrar um Supremo protagonista do papel constitucional que lhe cabe, só resta aos eleitores decidirem, pelo voto, nas próximas eleições, quem possa sentar com dignidade, na cadeira de presidente e com isso reorganizar o País. Antes que seja tarde demais.

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