Blog Luis Machado

Notícias

É NATAL. FELIZ NATAL. MAS… QUE NATAL?

Jesus Cristo - Pensador

Confesso que, ao contrário do que possa parecer, não foi fácil condensar milhões de ideias em poucas linhas, nesta reflexão e, por um motivo muito simples: A matéria é sobre o Natal.

Desde que me entendo por gente, vejo que, até por força da tradição, quando se fala no nascimento de Jesus, vem sempre à mente, aquela família com Maria, José e o Menino, numa manjedoura de capim, para, de forma piedosa ou piega, suscitar e perpetuar o imaginário cristão, num cenário em que, tudo é tão lindo, divino e lúdico, na media em que, além dos personagens citados, tem-se, para ilustrar, as figuras de anjos e animais, além de muita luz, numa perspectiva que, em última análise, seria tudo muito bom. E não é.

Em que pese também eu, como todo mundo, achar lindo e por um momento fixar o ideário na figura do Menino, o fato é que, na realidade penso que não deveríamos festejar o aniversário de um menino, mas sim, de um Cristo, crescido e adulto, tal como se celebra o nascimento das pessoas, guardadas as devidas proporções, evidentemente. Até porque Jesus Cristo é uma pessoa. Imagino não aquele Cristo histórico, mas um Cristo redentor e acima de tudo comprometido com o gênero humano, até porque, por puro amor, se fez carne para habitar entre nós, assumindo toda nossa condição e natureza, com exceção do mal que está em nós e nele, não.

Às vezes me pego imaginando, num dia desses de Natal, um “Cristo-nós”, um Cristo que ainda hoje sofre e caminha conosco do nascer até à morte. Um Cristo que sofre verdadeiramente na pessoa de cada um de nós, especialmente dos mais vulneráveis e injustiçados. Um Cristo que também se alegra e rejubila com aqueles que lutam por um mundo melhor, mas que se entristece com os que colocam-se a serviço do mal, em prejuízo de seus semelhantes. Vejo um Cristo triste pelos milhões que todo santo dia passam ou morrem de fome, que são perseguidos por governos e regimes totalitários que aniquilam e matam seus irmãos, como se Natal fosse uma quimera. Como se o Natal não fosse sinal de que, Deus é Deus e com Deus não se brinca. Sim, porque Cristo é mais nós do que nós mesmos. Sabe tudo sobre nós e sente nossas dores e felicidades e almeja nossa participação em seu projeto de vida e vida em abundância. O que passar disso é pueril, não serve para nada. FELIZ NATAL!

Comento, argumento. Só não invento!

WhatsApp do editor do Blog Luís Machado: (81) 98732.5244.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posts Recentes

Olá