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Exterminar o crime organizado não é prioridade do Governo

Exterminar o crime organizado não é prioridade do Governo

Exterminar o crime organizado não é prioridade do Governo

Exterminar o crime organizado não é prioridade do Governo

A falta de indignação dos brasileiros, em não priorizar o combate ao chamado crime organizado, acaba sendo ainda mais preocupante, pois isso alimenta o crescimento desse câncer, que cresce numa velocidade jamais vista antes.

Não são poucos os casos de conivência do poder público, com a violência. Exemplo disso são os expedidos alvarás de soltura, expedidos pela Justiça, para traficantes ou pessoas a estes ligadas.

A imprensa e redes sociais têm mostrado nos últimos dias o quanto o problema é monstruosamente grande. As mortes ocorridas em decorrência de Metanol em bebidas alcoólicas, em São Paulo, dão bem uma demonstração das ações de ousadia do crime e de como os criminosos têm se “profissionalizado” em suas devastadoras e complexas maquinações, no Brasil inteiro.

A diversificação do mal agora sai da esfera da violência física em assaltos à mão armada em disputas de território, para a sofisticada presença nas instituições públicas e privadas. São financiamentos de campanha políticas em todos os níveis (municipal, estadual e federal); patrocínios de candidatos em concursos públicos, nos chamados concursos de carreira (Judiciário, Legislativo e Executivo); abertura e compra de empresas (para lavagem do dinheiro sujo) nos segmentos que dão mais lucro; investimentos pesados na qualificação de agentes do crime com logística e tecnologia diversificada, além de parcerias promíscuas com conglomerados empresariais, para desviar as atenções da sociedade. Mas não fica apenas nisso, pois há investimentos na mídia e em formadores de opinião, com poder de influenciar no abrandamentos de conceitos, por parte de juristas e de agentes do poder público, em geral. O avançado estágio de organização das milícias e facções ensejam a fusão do Comando Vermelho com o PCC e outras facções.

A ausência de indignação da população no enfrentamento da violência termina sendo um fator agregado às ações do mal. Somado a isso, a estratégia bem arquitetada de governos – municipal, estadual e federal – em usar os meios de comunicação gastando milhões com agências de publicidade – maquiando uma falsa realidade de controle da violência, mostra que não é prioridade acabar com a violência. A situação é mais grave do que se imagina.

Governos e parlamentos não priorizam verdadeiramente políticas públicas de enfrentamento ao crime e à violência. Em Pernambuco, o governo tem investido milhões na formação de policiais, para diminuir a criminalidade, mas isso não resolve o problema, porque se faz necessário vários ingredientes na receita de um bolo que só faz crescer, mas o gosto não agrada ao paladar de quem tem fome de paz e de segurança.

Não se fala em convocar a mídia e a população para um grande fórum de debates, para um mutirão suprapartidário, composto por instituições público/privadas de todos os matizes ideológicos; igrejas, sindicados, ONGS e associações, passando, inclusive pela reforma da legislação que, em alguns casos até protege criminosos, como é o caso do nosso Estatuto do Advogado e da Advocacia. Este precisa ser revisto imediatamente, como é o caso também da Lei Orgânica da Magistratura (LOMAN). Estas leis têm espírito corporativista e como advogado, posso dizer isso.

Como se vê, tudo passa por uma união de esforços coletivos, em que todos os órgãos públicos estejam diretamente envolvidos na questão, cada um com sua expertise de atuação social, política, religiosa e econômica, por exemplo. Havendo isso (com ampla reforma da legislação que aí está), aí sim, se poderia dizer que, efetivamente se estaria priorizando ações de combate e extermínio do crime organizado.

Ou o Brasil acorda e age com decência e determinação contra a violência (cobrando ações concretas dos políticos) ou o crime organizado acabará conosco, num futuro a médio e longo prazo. Quem viver verá.

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