
Como temos dito aqui, no Blog Luís Machado, não há espaço para amadores, em política partidária e o Governo Raquel Lyra ilustra muito bem isso. Como se viu, a quebra de braço entre o Governo e a Oposição, nos últimos três meses foi objeto de muita fadiga e ainda vai demorar um tempo (se é que vai) para ser esquecida. Isso, diante do clima de “gato e rato” só terminado (ou pelo menos flexibilizado) agora, com a votação do aumento salarial dos professores, nesta segunda-feira (09), ocasião em que, além de ter-se votado o aludido aumento, ainda se votou outros dois projetos de interesse da governadora, desobstruindoa pauta de votação, na Assembleia Legislativa do Estado.
Como se viu, o imbróglio saiu da esfera das conveniências de Governo e Oposição, para entrar no âmbito das estratégias e neste aspecto a governadora Raquel Lyra – que tinha tudo para colher os frutos do aumento dado superior a 6% aos trabalhadores na Educação – terminou saindo-se muito mal, já que, por absoluta ineficiência, cochilou mais uma vez, deixando que a contabilização do bônus ficasse como ficou, a favor de seus adversários políticos.
Como se explicar que uma máquina tão poderosa (que é o Governo) não seja capaz de conduzir um simples diálogo com uma classe? Pois é. O Governo foi incompetente, deixando que a Oposição manejasse bem a situação, a ponto de agora lograr o êxito que, de quebra, conta com um aumento dado por Raquel – o qual agradou o Sindicato dos Professores – mas não é o Governo que colhe os louros do referido aumento e sim a Oposição.
Como se explicar que uma máquina tão poderosa não seja capaz de melhorar o desempenho da governadora, nas pesquisas de intenção de voto, feitas até agora, as quais dão mais que o dobro, em favor do prefeito do Recife, João Campos (PSB), para governador, no próximo ano, apesar de Raquel já ter arrebanhado 65 prefeitos (e ex-prefeitos) do Interior do Estado, para seu partido, o PSD e ter com ela a maioria dos deputados estaduais, na Assembleia Legislativa?
Será que não há alguém com acento entre os assessores da governadora, capaz de de mostrar à mesma que não basta encher as redes sociais semanalmente com notícias da adesão de mais prefeito, sem que a governadora mude a forma de conduzir as coisas, naquilo que mais sensível aos interesses do Estrado e da própria reeleição dela? Será que sua natureza centralizadora e mandona seja maior do que o interesse de ser reeleita?
Ora, convenhamos! Se a apenas um ano e quatro meses das eleições Raquel não reage significativamente nas pesquisas nem dá sinais de que reagirá (já que suas ações depõem contra ela mesma), como vai enfrentar de forma competitiva seu maior rival, João Campos?
Será que a governadora Raquel Lyra vai mesmo confirmar o que muitos disseram no início de seu governo, em 2023, de que trata-se de uma governadora de um mandato só? Bem, por estas e outras é que, se não for reeleita, é porque terá perdido, para ela mesma.
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