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Reino Unido x China simboliza perda de hegemonia global dos Estados Unidos

Reino Unido x China simboliza perda de hegemonia global dos Estados Unidos

Reino Unido x China simboliza perda de hegemonia global dos Estados Unidos

Reino Unido x China simboliza perda de hegemonia global dos Estados Unidos

Não há dúvida de que os atos na vida das pessoas e das nações são marcados também, por simbolismos e a estadia com todas as honras do primeiro-ministro britânico Keir Starmer após 10 anos de um chefe de Governo britânico na China (tido como sendo historicamente o maior aliado dos EUA), ilustra bem isso.

Somos da geração em que muitos diziam que, dentro de pouco tempo a China ultrapassaria os Estados Unidos, tanto do ponto de vista econômico quanto geopolítico. Em menos de quatro décadas o citado país asiático ultrapassou o Japão – este manteve-se por longas décadas como segunda economia global, atrás apenas dos EUA – e já não há mais dúvida que aquelas previsões já se concretizam, à vista de todos.

É como se uma se uma força maior interplanetária tivesse decretado o período de vigência hegemônica americano, como aliás ocorreu a outros impérios, ao longo da história – Babilônia, Egito, Grécia, Roma, Inglaterra, para citar os mais expressivos.

Como se vê, já era previsível o declínio do império dos Estados Unidos. O que não se imaginava era que isso se daria com a ajuda dos próprios americanos, na pessoa do atual mandatário, Donald Trump. É que no afã quase desesperado de provar que ‘ainda manda no mundo”, Trump age como se de fato fosse dono do mundo, esquecendo-se de que os tempos mudaram e em velocidade inimaginável.

O presidente dos Estados Unidos fere (em relação aos seus antigos aliados), todos os princípios de lealdade, confiança, respeito à autodeterminação dos povos e só isso basta para que a curto prazo esteja a grande Nação do Norte americano isolado das decisões de interesses globais.

Donald Trump age de forma patética, com contornos de autoritarismo medieval, achando que, só porque ainda ostenta o status de nação mais militarizada pode tudo, quando na verdade, não pode tudo. Com isso, de forma silenciosa e até sorrateira, tem-se uma China que pousa de nação discreta, que dialoga com todos, quando na verdade sua índole é tão ruim, senão ainda pior do que os Estados Unidos.

Como diz o ditado popular, a China ‘come pelas beiradas’. Não se mete em confusão, ao redor do mundo, de qualquer jeito, enquanto os americanos arrotam espírito beligerante e de domínio político-militar, como se a batata quente do Tio San não estivesse assando.

Plasmada em viés materialista de contornos puramente humanos (mas sem humanismo algum), cuja matriz ideológica aniquila e amordaça o Cristianismo, à China só interessa o Poder pelo poder, como se eternos fossem seus governos autoritários.

Para se ter ideia, até os poucos bispos católicos que lá estão, para exercerem suas funções eclesiais precisam ser nomeados pelo Estado e não pelo Papa, no Vaticano. A prática de qualquer culto, é restrita, quando não proibida. Isso revela que o ser humano não conta, para o Estado chinês.

O Estado, sim. Merece toda subserviência e idolatria, esta na pessoa do presidente  Xi Jinping. Para este nem mesmo os amigos mais chegados merecem consideração, como foi o caso mais recente do general  Zhang Youxia, braço direito de Jinping, acusado de traição.

No campo da “iniciativa privada” há casos de megaempresários que foram presos e eliminados do comando de suas organizações, acusados de “conspiração contra o Estado”, sem o devido processo justo e legal. Nestes casos, o Estado se apropria do patrimônio do “traidor”.

 É possível que lembre-se o leitor de que o magnata chinês Bao Fan, fundador do banco de investimento China Renaissance sofreu na pele, só porque cresceu muito, em seus empreendimentos. Outro caso muito noticiado, ocorreu com Jack Ma, fundador do Alibaba desapareceu da vida pública por três meses entre 2020 e 2021, após criticar reguladores chineses, reaparecendo posteriormente com um perfil muito mais discreto e distante dos holofotes.  

É por esse e outros modus operandi que age o Governo chinês. É esse novo império que chega oferecendo-se como substituto dos Estados Unidos da América. Que Deus tenha misericórdia de todos os habitantes da Terra!

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