Blog Luis Machado

Notícias

CNBB tenta inserir os católicos em viés ideológico com tema da Campanha da Fraternidade

CNBB tenta inserir os católicos em viés ideológico com tema da Campanha da Fraternidade

CNBB tenta inserir os católicos em viés ideológico com tema da Campanha da Fraternidade

CNBB tenta inserir os católicos em viés ideológico com tema da Campanha da Fraternidade

Lançada há sessenta anos, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a chamada Campanha da Fraternidade já não mais ecoa entre os católicos como instrumento capaz de despertar ou sensibilizar e os motivos são muitos.

Na efervescência da guerra fria e surgimento da Teologia da Libertação – tendo a América Latina como centro inspirador da mesma – propunha-se a CF propor um instrumento de conscientização política, capaz de denunciar a concentração de renda nas mãos de uns poucos, em detrimento da imensa maioria.

Em princípio, a proposta não era ruim e angariou certo prestígio, especialmente por ter como defensores, nomes como o Arcebispo Dom Hélder Câmara, Cardeal Dom Aloísio Lorscheider, Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, entre outros. Mas, ao longo das décadas foi-se esvaziando, em virtude do viés ideológico pela CNBB assumido, em detrimento das pautas condizentes com o papel da Igreja, que foi sempre o de evangelizar.

Neste ano de 2024, apresenta a aludida Conferência, o tema “Fraternidade e Amizade Social”, em nítida conotação política, embora (para passar a ideia de que a intenção seria “evangelizar” , trouxe o lema “Vós sois todos irmãos e irmãs”.

Só que, diante da divisão na Igreja, chancelada e até promovida por setores da Conferência dos Bispos brasileiros, a citada Campanha sofre duros percalços, este ano, na medida em que há inúmeros bispos e padres posicionando-se publicamente contrários à mesma e já não se sensibilizam, no tocante ao recolhimento de dinheiro, pelos fiéis, como ocorreu, no passado.

Uma das justificativas de quem já não apoia a Campanha da Fraternidade, é que (mesmo dizendo-se uma campanha ecumênica) o texto-base da mesma foi redigido por pessoas evangélicas aliadas de partidos políticos de esquerda e apenas igrejas tidas como “legítimas” e nesse grupo não se contam pessoas das igrejas Batista e Assembleia de Deus, por exemplo.

As igrejas evangélicas tradicionais (que não estão com à CNBB, na aludida Campanha) preconizam a defesa de pautas contra a ideologia de gênero e contra o aborto – para citar apenas algumas – bandeiras praticamente alheias aos interesses prioritários das igrejas membros da Campanha da Fraternidade. Nisso reside, segundo dizem setores discordantes, na Igreja Católica, a incoerência da proposta “ecumênica” da CF/2024. A pergunta é: como uma campanha é ecumênica, se deixa de fora, as principais igrejas evangélicas, do País?

Como na verdade, o cerne da questão motivadora da Campanha da Fraternidade é a arrecadação de dinheiro, junto aos católicos, o insucesso desta é visível e só ainda persiste, porque trata-se forte apelo de marketing, para se passar como uma força, a serviço da ideologia esquerdista. O fato é que, católicos (bispos, padres e leigos) não alinhados à esquerda, estão todos praticamente fora da Campanha, embora não se exponham abertamente. Isso é fato.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posts Recentes