
Como se sabe, o bom êxito, em política, não é para amadores. O pós-eleições presidenciais revelam isso. Já está na hora de quem perdeu, encarar a derrota como fato consumado, tirar lições do que deu errado, levantar a cabeça e seguir em frente.
O mesmo raciocínio é válido para quem venceu. O palanque precisa ser desarmado e agora ouvir o que a população necessita com urgência. Não dá para continuar com o discurso de campanha, porque o eleitor já fez sua escolha e ao mesmo não interessa bravatas de quem acha que agora pode tripudiar sobre quem perdeu a eleição.
Num cenário em que se tem eleições a cada dois anos, é preciso ver que, em 2028 já teremos pleito para prefeitos e vereadores. Os gestores municipais precisam cumprir com suas promessas de campanha feita em 2024, entregando as obras que a população necessita.
Os desafios que já não eram pequenos, prometem serem ainda maiores, a partir de janeiro de 2027, por conta do preocupante cenário de crise que se avizinha. O Governo Lula vai precisar descascar o abacaxi que ele mesmo plantou, gastando mais do que arrecadava, como se não houvesse amanhã.
As cifras multibilionárias expendidas na campanha que se encerraram no domingo passado (25) certamente farão falta, na hora de fechar a equação, num orçamento que, se já se apresentava como asfixiante, agora promete ser intransponível.
Lula prometeu o que não vai poder cumprir. Cortar benefícios já incorporados no orçamento das classes C e D, vai causar arrocho econômico e insatisfação popular. Isso sem falar que o próprio partido do presidente reeleito (PT) já dá sinais de que não aprovará corte de gastos. Tanto é verdade que, já se especula movimentação de lideranças petistas, que estariam fritando nomes ventilados para compor o alto escalão do próximo mandato de Lula.
Pois muito bem. Mas onde estaria o pragmatismo da Oposição? Estaria na capacidade de fiscalizar o cumprimento das promessas de campanha de Lula e mais que isso: ainda este ano, precisa ser competente na montagem das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado Federal. Ser inoperante e ver a recondução de Davi Alcolumbre e Hugo Mota nas respectivas presidências das Casas, é entregar à população brasileira, um País que continuaria como antes.
Não basta ter maioria no Senado, ter feito robusta bancada na Câmara dos Deputados e governar os Estados mais importantes da Federação. É necessário pragmatismo, porque política partidária não é para amadores.
Em outras palavras: A direita, além de pragmática, precisa ser operante. Deve focar em 2027 e não em 2030 (próximas eleições presidenciais), não ficar remoendo o nome de Flávio Bolsonaro, na Imprensa, o qual sequer está no Brasil, para ajudar na condução do que se imagina ser o papel da Oposição.
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