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Processo eleitoral em Jaboatão dos Guararapes numa sinuca de bico

Processo eleitoral em Jaboatão dos Guararapes numa sinuca de bico

Processo eleitoral em Jaboatão dos Guararapes numa sinuca de bico

Processo eleitoral em Jaboatão dos Guararapes numa sinuca de bico

O Eleitor vota é no candidato, independentemente de seu partido ou grupo político

Ao contrário do que ocorre em alguns países – como é o caso de Portugal – no Brasil o eleitor vota é no candidato, por seus méritos e não no partido ao qual é filiado. Com base nessa assertiva, trazemos, aqui, uma reflexão, analisando desta vez a cena política de Jaboatão dos Guararapes.

Trata-se do segundo mais importante colégio eleitoral do Estado (só perde para a Capital, Recife) e como tal, justifica-se debruçarmo-nos sobre o mesmo e o foco são os nomes mais proeminentes apresentados à sucessão municipal, em outubro próximo: Mano Medeiros (PL) – atual prefeito do Município – ex-prefeito Elias Gomes (PT) e deputada federal Clarissa Tércio (PP), os quais são tidos como oficiosamente pré-candidatos. até aqui.

Posto isto, vamos ao cerne da questão e este suscita inexoravelmente a pergunta: Qual deles será melhor para Jaboatão? Urge dizer, inicialmente que, em princípio, todos são qualificados. Mas isso não basta. Se faz necessário olhar quem está ou vai está com o eleito para governar o Município.

Conversando com políticos e observadores mais antenados, colhemos as impressões que se seguem, de forma sucinta:

Mano Medeiros: Mais técnico do que político, tem desempenhado suas funções melhor do que se esperava. Afinal, era ele simples vice do ex-prefeito Anderson Ferreira e para muitos apenas cumpriria o mandato deste que, por sua vez renunciou para candidatar-se ao Governo do Estado, em 2022. De perfil leve, Mano é obstinado pelo que faz e trabalha muito. Seu problema maior é ser membro do Grupo dos Ferreira (Anderson, André e companhia), muito desgastados administrativamente falando, junto à população do Município.

Elias Gomes: Político de carreira, tem vasta experiência na vida pública, tendo ocupado, inclusive, por duas vezes seguidas, o cargo de prefeito do Jaboatão. Recém-filiado ao PT, Elias terá que desfazer a forte rejeição ao seu nome, sem falar que (considerando o perfil conservador de Jaboatão) sua filiação ao PT não teria sido bem digerida.

Clarissa Tércio: Relativamente nova na cena política, é ligada ao mundo evangélico, por onde foi eleita deputada estadual, com 50 mil votos, em 2019. Após seu primeiro mandato, surfando na onda Bolsonaro, candidatou-se a deputada federal, arrebatando 240 mil votos. Segundo os mais críticos, Clarissa peca por não ter olhado para Jaboatão, com emendas parlamentares, em todo esse período. Contudo, os olhares enviesados para ela consistem mais no fato de que é filiada ao PP, dirigido no Estado, por Eduardo da Fonte, candidatíssimo a uma vaga ao Senado, em 2026. Seria Dudu da Fonte a dar as cartas na Administração e Jaboatão seria base para seu projeto político.

A pouco mais de seis meses para as eleições, a performance dos três pré-candidatos citados, sob a ótica de observadores, é a de que: Elias Gomes (que esboçava crescimento) perdeu fôlego e já não inspira muita perspectiva de crescimento. Seu principal concorrente (Mano Medeiros) estacionou. Cresceu muito, à luz da chegada de várias legendas ao seu projeto de reeleição, mas estacionou. No contraponto, dos três, apenas Clarissa Tércio teria crescido. Nem tanto pelo volume de legendas a esboçarem apoios, mas pelo fato de ser mulher e representar o “novo” na política local.

Obviamente que, há muita água a rolar e muita coisa poderá acontecer, até às eleições de outubro. A continuar como está, chegaremos ao dia da votação, de forma muito indefinida. O tempo dirá.

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