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São João Batista de hoje está nas muitas vozes que clamam no deserto

São João Batista de hoje está nas muitas vozes que clamam no deserto

São João Batista de hoje está nas muitas vozes que clamam no deserto

São João Batista de hoje está nas muitas vozes que clamam no deserto

Muitas são as festividades em torno do São João e se fosse possível descer à Terra, vindo de outro planeta, se diria que está tudo como antes e que não estamos à beira do precipício, como nunca antes na história.

No entanto, não há quem de sã consciência negue a gravidade do momento em que vivemos, mas, por incrível que pareça, isso ainda não é o pior dos cenários. Pior do que as guerras, a fome e inquietação generalizadas, é a perda da capacidade da humanidade, em mostrar-se irresignada com tudo isso.

A escandalosa inversão de valores que nos inquieta a todos, são o melhor termômetro para mostrar que muita coisa tornou-se inaceitável. O que vivenciamos hoje não começou ontem. Vem de muito tempo. Há uma nefasta consciência ativa trabalhando em varrer das nossas consciências, o conceito de que, os valores cristãos, éticos e morais seriam coisas do passado.

Os dados revelados recentemente pelo IBGE – acerca do crescente universos dos que se dizem ateus ou de “religiões” diversas – mostram bem o porquê de se relativizar conceitos e crenças nos milenares valores fundamentais da cultura de paz, conhecidos.

Mas a situação é bem mais grave, quando os números reais são confrontados com a pesquisa revelada pelo IBGE. Para exemplificar, basta dizer que, dos cinquenta e seis por cento da população católica, apenas oito por cento frequentam a Igreja, nos fins de semana e, destes, o universo dos que praticam as orientações eclesiais é assustadoramente pequeno.

Apesar das enormes facilidades de comunicação, nestes nossos tempos, a impressão é de que a comunicação a favor do mal é maior do que a favor do bem. Assistimos em tempo real, tudo o que acontece ao redor do Planeta, mas o noticiário do que é ruim parece focar com mais força, em detrimento do que é bom, correto e sadio.

Não é demasiado dizer que, num dia em que se celebra São João, se esquece de que foi este mesmo João que clamou no deserto e ainda clama em nossos dias. Clama nas vozes dos que não conseguem se fazer ouvir. Não há dúvida de que, o festejado João Batista de hoje está nas muitas vozes do bem, que hoje clamam no deserto, para quem não quer ouvir.

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