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A vida dura dos pré-candidatos à reeleição de prefeito

Ao contrário do que muitos pensam, a vida de político não é tão fácil, quanto parece e só pode mensurar quem acompanha o dia a dia deles. Claro que não o fazem por diletantismo ou porque querem fazer caridade. Uma carreira exitosa abre portas para o mundo e, no caso do Brasil, dá poder e riqueza especialmente àqueles que fazem da política uma profissão.

Em anos de eleição como este e, para quem exerce o cargo de prefeito, lutar pela renovação do mandato torna-se o maior sonho de consumo. Mas, não é fácil, diante de tantos problemas estruturais pelos quais passam os municípios brasileiros. Nesta reflexão, escolhemos três exemplos de prefeitos que, em seus respectivos Municípios se desdobram numa espécie de guerra diária, quase de vida ou morte, tudo para conquistar o voto de sua excelência, o eleitor, em outubro próximo.

Falaremos dos prefeitos João Campos (PSB), do Recife, de Mano Medeiros (PL), do Jaboatão dos Guararapes e de Raimundo Pimentel (União Brasil) de Araripina.

Iniciamos pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB) que, apesar de sua pouca idade – apenas 30 anos -, constituiu-se numa grande surpresa administrativa, já que muitos o tratavam com desdém, por ter, na época da candidatura, apenas 26 anos. Os críticos o apelidaram de “Príncipe”, por descender de família tradicional, cujos nomes ascendentes mais expressivos são o bisavô, Miguel Arraes e o pai, Eduardo Campos (este neto de Arraes). Era como se fosse uma dinastia e que isso era o bastante para ser lançado candidato a prefeito da capital pernambucana.

De certa forma, se comparado a outros prefeitos, até que sua vida não tem sido de extrema dificuldade, já que, ao contrário dos demais municípios, Recife está driblando a crise, gerada em grande parte, pela diminuição nos repasses do FPM. Mas, ainda assim, João Campos é muito cobrado, em algumas áreas, como a da saúde – em que falta médico e as consultas são cada vez mais raras. João Campos tem que gastar somas milionárias, com publicidade e mídias sociais, para não ver comprometida sua gestão, perante a opinião publica, especialmente neste ano eleitoral.

Entretanto, o fato é que, frustrados foram todos os prognósticos dos pessimistas, pois João, após enfrentar a ex-deputada federal e prima Marília Arraes (SD), chegou na frente, elegendo-se prefeito do Recife. Se houve bem na travessia da complicada epidemia do Covid-19 e, de quebra, revela-se carismático a ponto de, aliando isso às ações administrativas, foi considerado pela AtlasIntel, o melhor prefeito de Capital, do Brasil.

É verdade que, apesar dos gargalos existentes no Recife, João Campos caiu nas graças da chamada grande mídia nacional e o carnaval deste ano mostrou bem isso, especialmente por ter ele mudado a cor do cabelo, só para identificar-se com os jovens da periferia.

Goza de enorme prestígio, junto ao presidente Lula e aos caciques do Congresso Nacional, o que lhe rendeu aprovação de empréstimo multimilionário, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), dinheiro suficiente à realização de importantes obras estruturais, na Capital. Mas ainda assim, tem ele que desdobrar-se muito, até mesmo em função dos próximos pleitos eleitorais, tanto deste ano de 2024, quanto de 2026.

Acusado de usar a máquina a seu favor, o prefeito do Recife, no afã de captar lideranças e partidos, para aliança – os que detém espaço de tempo no guia eleitoral – faz um verdadeiro balcão de negócio (na troca de apoio por cargos, na administração), segundo uma liderança política, que nos pediu anonimato. De uma forma ou de outra, cada um deles, a seu modo, precisa ser proativo e se reinventar, se quiser ser reeleito.

Amanhã, falaremos sobre o prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros.

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