
Não está sendo difícil ao cidadão comum perceber que, em nome da democracia são praticados os mais absurdos métodos de manipulação das massas, ao redor do mundo. Isso é perigoso, se olharmos situações em que alguns detentores de poder já nem dissimulam suas práticas autoritárias, com a “justificativa” de que assim agem, em nome da democracia.
Mas o que essa palavra “magica” tem de tão poderoso, a ponto de, para alguns, ter-se tornado verdadeiro dogma, contra a qual não caberia qualquer sentimento ou atitude de discordância? Para nós, o poder reside na desinformação ou formação desqualificada da maioria.
É intolerável imaginar democracia sem a consciência crítica de que esta só existe ao lado do contraditório e mais: do espírito de que, o meu direito termina onde começa o seu. Fora disso não se pode falar em democracia.
É claro que, no bojo da aludida expressão (democracia) há outros ingredientes necessários à sua legítima aceitação, tais como dignidade, direito natural dos indivíduos, paz social, equidade, além de outros.
Democracia preconizada como atributo, em que só uma minoria tem vez e voz, não é democracia. É artifício de manutenção do privilégio de alguns, em detrimento da maioria. O mais curioso é que, quem mais invoca a expressão “democracia” são aqueles que pouco ou nada a praticam. Quem é democrático nem precisa de dizer que é. Todo mundo vê.
Não há democracia quando não se respeita, por exemplo, os princípios do direito. O mesmo ocorre na esfera da política e da economia, com distribuição igualitária das riquezas, em oposição à injustiça social.
Os tempos mudaram e o mais simples dos cidadãos já percebe a incoerência dos paladinos da democracia, quando o discurso se esvazia na ausência de ações justas e concretas. Seria melhor nem usar a expressão “democracia”, porque, para muitos esta na maioria das vezes é letra morta, vazia, sem sentido.
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