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Dia de Finados: “A morte não é nada”

Dia de Finados: “A morte não é nada”

Dia de Finados: “A morte não é nada”

Dia de Finados: “A morte não é nada”

Se há um assunto emblemático sobre o qual poucos se aventuram decifrar e sobre o qual há até quem se recusa a falar, é a morte.

Mas por quê a morte nos inquieta tanto, sobre todos os aspectos? Primeiro porque não fomos feitos para a morte e sim para a vida. Segundo, porque nossa cultura nos foi transmitida de geração em geração, palpada sobre o que nos cerca; sobre o que vemos e apalpamos.

Mas, enfim, o que é a morte? Bem, definir a morte é tarefa inglória, até porque a resposta depende sobre qual aspecto encaramos a temática. Vai depender do ponto de vista, se espiritual, filosófico, biopsíquico, etc. Há quem assegure que começamos a morrer no dia em que nascemos, cujo período percorre um caminho, de forma regressiva.

Do ponto de vista espiritual, a morte só existe para quem abstém-se da prática do bem; para quem encontra sentido em viver de qualquer jeito. Esse pensamento é bíblico e tanto é verdade que o próprio Cristo disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá (João 11:25-27).

Curioso é que, para quem volta-se ao Absoluto e prioriza o lado transcendental, a morte não é nada. A propósito, há um célebre pensamento atribuído a Santo Agostinho, para quem

“A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho. Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo. Me dêem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo como vocês sempre fizeram. Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador. Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim. Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza. A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas? Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho… Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.”

São Luís Maria Grignión de Montfort, ao deparar-se com seus últimos momentos de vida disse: “Estou indo. Graças a Deus, não peco mais!”. O jovem salesiano São Domingos Sávio, de apenas 15 anos dizia: “Antes morrer que pecar”. Para este, morrer era está em estado de pecado. Para nosso Pai São Francisco de Assis, a morte não era o fim. Tanto assim que a chamava de “Irmã Morte”. Este era e é, aliás, o sentimento de todos os santos.

De fato, para os que buscam nutrir o sentimento de afeição ao sobrenatural, “é morrendo que se vive para a vida eterna”, como dizia Francisco.

As Sagradas Escrituras, a Tradição e o Magistério da Igreja são repletos de revelações e ensinamentos no sentido de que, fora da Graça de Deus não há vida. partindo da premissa de que a vida não termina com a morte. Muito ao contrário. São Paulo Apóstolo foi categórico: “se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé” (1 Coríntios 15:14)”.

Mas uma coisa nos é motivo de perplexidade: é que se há uma certeza, esta é a de que, cedo ou tarde morreremos. No entanto, muitos vivem como se nunca morressem. Estes, na verdade, já morreram e não sabem!

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